Reciclagem

Novembro 01 2011

O Brasil reciclou 97,6% das latas de alumínio produzidas para embalagens de bebidas em 2010, um total de 239 mil toneladas de sucata, o equivalente a mais de 17 bilhões de unidades de latas. De acordo com a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), que divulgaram hoje (17) os resultados, os números de 2010 mostram crescimento de 20,3% na reciclagem e de 21% na produção, na comparação com 2009.

O índice mantém o Brasil na liderança da reciclagem de latas de alumínio para bebidas. No mesmo período, o Japão reciclou 92,6% da produção e a Argentina, 91,1%. Nos Estados Unidos, o índice foi 58,1%, mas o volume de produção é muito maior, cerca de 100 bilhões de latas por ano.

Em 2010, a reciclagem de latas no país movimentou cerca de R$ 1,8 bilhão. Desse total, R$ 555 milhões foram injetados diretamente na coleta. De acordo com o empresariado, o volume de latas de alumínio coletado em 2010 equivale à geração de pelo menos 251 mil empregos no setor.

As entidades também apresentaram os resultados da Greendex 2010, pesquisa feita anualmente pela National Geographic desde 2008 sobre consumo ambientalmente sustentável no mundo. O Brasil ficou em segundo lugar entre 17 nações, atrás apenas da Índia. Segundo o diretor executivo da Abralatas, Renault Castro, deve-se comemorar o resultado, mas com ressalvas.

“Comemoramos porque a base do nosso consumo é mais sustentável do que a de muitos países, mas alguns índices são reflexo do estágio de desenvolvimento econômico do país”, disse Castro, referindo-se a dados da pesquisa como o que mostra que os brasileiros se locomovem mais do que a média mundial por meio de transportes públicos e considerando que essa tendência pode se inverter caso não sejam feitos investimentos governamentais nesse tipo de locomoção.

Para avaliar o consumo sustentável das populações dos 17 países – entre eles a Argentina, Austrália, os Estados Unidos, a China, o México, a Inglaterra, Rússia, o Japão, Suécia e Alemanha – a pesquisa entrevistou 17 mil pessoas sobre itens como moradia, transporte, alimentação, energia e atitudes.

No quesito moradia, os brasileiros conquistaram o primeiro lugar, que considera o número de quartos nas casas, a tendência de ter aquecedores e ar-condicionado e o uso de eletricidade “verde”, principalmente pelo uso de energia hidrelétrica, entre outras fontes renováveis. A pior colocação brasileira foi a do quesito alimentação, com a 16ª colocação, graças ao baixo consumo de frutas e legumes e à ingestão de carne em maior quantidade que outras nacionalidades. No consumo de carnes, o Brasil se iguala à Argentina.

“Essas pesquisas podem ajudar a orientar políticas públicas”, disse Castro. “A atitude do brasileiro mostra uma evolução. Notamos, por exemplo, o aumento da preocupação com as embalagens dos produtos".

fonte:http://agenciabrasil.ebc.com.br/

publicado por adm às 11:17
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Julho 18 2011

As latas usadas como embalagem para bebidas são “totalmente recicláveis”, num processo que necessita de menos energia que outros materiais, e podem ser utilizadas para fabricar vários produtos como uma peça de um carro ou uma janela.

 

O presidente da Associação de Latas de Bebidas, Santiago Millet, explicou hoje à agência Lusa que "é muito mais fácil reciclar" latas do que vidro ou PET (plástico), outras formas de acondicionar bebidas, além de "precisar de um consumo menor de energia".

Por outro lado, "o resíduo de metal tem sempre valor, pode ser sempre reciclado", disse, realçando a importância de reciclar e reutilizar, evitando recorrer a materiais virgens de modo a proteger os recursos naturais.

Atualmente, Portugal, tal como Espanha, já apresenta níveis de reciclagem de metal acima da meta apontada para 2012 pela União Europeia, de 65 por cento.

Do total de latas usadas na Península Ibérica, 75 por cento têm como destino a reciclagem e o seu material é reutilizado. "Na maior parte das vezes, sai mais barato o material reciclado, mas depende das condições do mercado", admitiu o presidente da associação. 

 

A reciclagem é uma das vantagens apontadas pela Associação para utilização do metal como embalagem de bebidas, mas a resistência e comodidade no transporte e no armazenamento, tanto nas prateleiras dos supermercados, como na despesa e frigorífico dos consumidores, também é realçada.

"Para todos atores envolvidos, a primeira vantagem é a reciclagem. A lata é metal, pode ser aço ou alumínio, e ambos são totalmente recicláveis e tantas vezes quantas quisermos", especificou Santiago Millet.

"O metal tem valor, pode ser sempre reciclado, o resíduo de outras embalagens não tem valor porque é mais barato comprar matéria-prima virgem que comprar matéria-prima depois da reciclagem", frisou.

A recolha das embalagens de metal é feita através dos pontos de lixo selecionado, mas também no lixo indiferenciado. Aqui é mais fácil retirar o metal que outras substâncias pois pode ser usado o processo magnético. 

 

Para o presidente da associação, seria importante aumentar o número de "pontos verdes", locais de recolha de embalagens, numa altura em que "a consciência ambiental está a crescer muito, principalmente nas gerações mais novas".

No entanto, "devido à situação económica, a quantidade de lixo está a baixar, as pessoas estão a consumir menos", acrescentou.

Dados da associação apontam para um total de retoma de embalagens de metal de 46.243 toneladas em 2010, dividido em 44.776 toneladas de aço e 1.467 toneladas de alumínio.

A Associação de Latas de Bebidas integra fabricantes de latas de bebidas presentes em Espanha e Portugal, fornecedores de matérias- primas e indústrias relacionadas com esta embalagem.

fonte:Diário Digital / Lusa 

publicado por adm às 21:16

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