Reciclagem

Agosto 22 2012

O aço é o material mais reciclado no mundo e pode voltar para o processo de produção de maneira infinita

Há dez anos, a Metalic Nordeste, uma empresa do grupo CSN, lançou o projeto Reciclaço, para resgatar as latinhas de aço que a empresa produzia e eram descartadas no meio ambiente após o consumo de bebidas. De lá até 2010, a iniciativa já reciclou 153 mil toneladas de latas, conforme auditoria da Environmental Resources Management (ERM).


O depósito da Metalic tem 9.500 m² e pode armazenar 115 milhões de latas fotos: JL rosa

Em 2011, os números, conferidos no último dia 14, e que passam por processo de validação de dados, apontam que nada menos de 85,4% das latas de aço que são fabricadas no Estado retornaram à fábrica, localizada no Distrito Industrial, em Maracanaú. A Metalic é a única indústria da América Latina a trabalhar com esse tipo de produto. Toda a cadeia produtiva de reciclagem atinge cerca de 15 mil famílias, numa estimativa de que possam ser beneficiadas 45 mil pessoas.

Das 23.076 toneladas de latas de aço produzidas (804.736.000 unidades) em 2011, nada menos do que 19.701 (85,4%) foram recicladas. O número certamente é um pouco maior, visto que parte dos 15,6% que não retornaram à Metalic foram parar em sucatas sem classificação adequada, uso para artesanato ou outras aplicações, reforçando assim o índice de reciclagem que pode ser superior a 90%.

Cerca de 25% das latas de bebidas que circulam no Nordeste são de aço. A Metalic, que tem cerca de 230 funcionários, responde por 8% do mercado brasileiro de latinhas de aço.

Catador

A lata de aço pesa entre 27 e 29 gramas e tem o fundo fosco. A de alumínio é mais leve, pesando entre 12 e 14 gramas e tem o fundo claro. A experiência do catador é fundamental para não misturar os dois produtos. Além dessas características, ele é capaz de distinguir as latinhas também pelo rótulo, pois sabe que determinada marca usa apenas um tipo específico de embalagem - aço ou alumínio.

O gerente geral de Operações da Metalic, Carlos Alberto Augusto, enumera as vantagens do produto. "É mais resistente, biodegradável (em cinco anos se decompõe), tem melhor percepção visual e percorre grandes distâncias sem gerar perdas".

Sobre o trabalho de reciclagem, o gerente confessa que não é tão simples. "Temos um trabalho de conscientização junto aos catadores. Possuímos um mapeamento de todos os locais onde nossas latas são entregues. Nessas regiões, buscamos parcerias com sucateiros para reaver o produto após o seu descarte por parte dos consumidores".

Carlos Alberto frisa que, "além disso, temos uma programação especial para eventos como Carnaval, micaretas, vaquejadas etc. Nessas ocasiões, distribuímos bonés e camisas para a população identificar os catadores. É um trabalho diuturno, de formiguinha, feito a todo momento. Não podemos parar ou deixar que um segmento dessa cadeia relaxe. A reciclagem é como segurança: um tem que ajudar o outro".

No trabalho de garimpagem das latinhas espalhadas, a empresa dispõe de uma rede imprescindível que conta numa das pontas com os catadores, que repassam o que recolheram para pequenos depósitos que, por sua vez, negociam com 58 sucateiros masters devidamente credenciados e espalhados pelas regiões Norte e Nordeste.

"Como empresa, temos que lidar diretamente com os sucateiros que têm razão social e formam também uma empresa constituída. Eles possuem uma estrutura que inclui desde máquinas para prensar o produto até caminhões para realizar o frete até nossa sede. Enquanto o mercado paga entre R$ 0,14 e R$ 0,20 por quilo, nós pagamos R$ 0,30. Na Europa e Estados Unidos, o processo de reciclagem se dá por obrigação legal e consciência da população em relação à questão da sustentabilidade. Aqui no Brasil, ainda temos que usar o incentivo financeiro", ressalta Carlos Alberto.

"Não podemos deixar de levar em consideração que a reciclagem dá oportunidade de ocupação a muitas famílias que não têm outra forma de sobrevivência e que deveriam ser incentivadas mais ainda, pois ajudam a preservar a natureza", conclui.

Cuidado

O parque industrial da empresa tem capacidade de produção de 938 milhões de latas por ano. Em 2011, as vendas atingiram 804 milhões e 737 mil unidades. A entrada no depósito é restrita aos funcionários habilitados pois, no labirinto formado por torres e mais torres de latinhas, uma ação imprudente pode ocasionar um desmoronamento. "Tomamos todas as precauções possíveis para só permitirmos a entrada do pessoal credenciado e com o equipamento de segurança. Todo cuidado é pouco", alerta Alexandre Nascimento, coordenador de Suporte Técnico e Reciclagem da Metalic.

Segundo a Associação Brasileira de Embalagens de Aço (Abeaço), o material reciclado é ingrediente necessário e fundamental para a fabricação do novo aço. O processo também vem sofrendo cada vez maior redução dos níveis de emissão de CO2: nas últimas três décadas, a emissão foi reduzida em mais de 50%. Além disso, reduziu-se também o nível de consumo de energia primária no processo produtivo do aço em cerca de 40%. A cada 100 embalagens recicladas, poupa-se o equivalente a uma lâmpada de 60W acesa por uma hora.

Cempre

Pesquisa bianual realizada pelo Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) em 2010 aponta que foram produzidas 33,3 milhões de toneladas de aço bruto no País. Dentro desse montante, 604 mil toneladas foram de folhas de aço para embalagens. Cerca de 10,2 milhões de sucatas foram utilizadas para a produção de novo aço, o correspondente a 30,6% do que é produzido no Brasil.

O aço é o material mais reciclado no mundo. Em 2010, cerca de 424 milhões de toneladas foram reaproveitadas no planeta. Conforme ainda o Cempre, no País, são consumidas cerca de um milhão de toneladas de latas de aço por ano. Isso representa apenas 3,67 quilos por habitante. Nos Estados Unidos, o consumo é quase três vezes maior (10%).

NÚMEROS

938 
milhões de latas de aço por ano é a capacidade de produção da Metalic que, em 2011, produziu nada menos do que 804 milhões e 737 mil unidades

424 milhões de toneladas de aço foram recicladas em 2010 em todo o mundo, segundo o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre)

FIQUE POR DENTRO
Processo de produção: 2.600 latas por minuto

O aço chega em bobinas, passa por um tanque de lubrificação e segue para uma prensa até produzir o copo estampado (de aproximadamente três centímetros de altura), que é inserido numa outra máquina para sofrer um processo de estiramento; em seguida, é realizado o corte da parte excedente, deixando a lata aparada. O próximo passo é a lavagem, onde são removidos todos os resíduos, secagem e decoração (colocação do rótulo). A próxima etapa é o revestimento interno, com a aplicação de um verniz que é secado em um forno a gás. Aí vem a chamada formação do "pescoço" seguida de um teste de luz que detecta algum tipo de furo na embalagem: caso ocorra, o produto defeituoso é imediatamente descartado; do contrário, passa pela inspeção de câmaras onde são verificados possíveis amassamentos. Trata-se de outra etapa "eliminatória", ou seja, se constatada alguma imperfeição, a lata é inutilizada. O complexo processo de fabricação não para por aí. Agora é a vez do revestimento do fundo da lata. Uma nova camada de verniz é aplicada, desta feita, com o intuito de impedir o contato do substrato com o produto envazado. Uma terceira aplicação é feita também no fundo. Depois de tudo isso, uma nova inspeção de câmaras é realizada para a verificação de possíveis defeitos. Enfim, o processo está concluído e as latinhas são levadas por uma paletizadora e colocadas em paletes que comportam 8.169 unidades. Todo esse processo implica na fabricação de 2.600 latas por minuto.

fonte:http://diariodonordeste.globo.com/

publicado por adm às 10:12

Agosto 21 2012

Com a mudança da distribuição de conteúdo em mídias físicas para distribuição digital, o problema é o que fazer com os CDs e DVDs velhos? A Fujitsu já tem sua própria solução: transformar estes discos em laptops.

Anunciado hoje pela Fujitsu, seu novo programa de reciclagem coleta CDs e DVDs usados e reutiliza o plástico como material para a produção de carcaças de laptops. O primeiro modelo produzido a partir desta iniciativa é o Lifebook P772/E:

 

Embora a Fujitsu forneça as fábricas e os discos velhos, o know-how sobre a reciclagem veio de seus laboratórios. Para evitar que os elementos químicos usados nos discos contaminem a cadeia de produção, o Fujitsu Laboratories desenvolveu um banco de dados para gerenciamento de risco para substâncias químicas. Este banco de dados permite que as fábricas da empresa tenham a certeza de que os laptops produzidos com o material reciclado estão em conformidade com todas as normas para produção de plástico.

Com o plástico dos discos usado para fazer o painel frontal de um laptop, a empresa espera reduzir o uso de novos plásticos em até 10 toneladas por ano enquanto também reduz as emissões de dióxido de carbono em 15%.

O processo funciona graças ao material usado na produção dos CDs e DVDs, que é uma forma de plástico conhecida como policarbonato. 

O novo programa de reciclagem por enquanto está restrito apenas ao Japão.

fonte:http://www.baboo.com.br/

publicado por adm às 11:27

Junho 27 2012

O município de Penafiel registou no primeiro trimestre de 2012 o maior envio para reciclagem de papel/cartão e vidro, no Vale do Sousa, com mais de 390 toneladas, seguido do Município de Paredes com 342.1 toneladas; Paços de Ferreira com 309.16; Felgueiras com 192.76; Lousada com 182.76 e Castelo de Paiva com 48.04 toneladas.

Face a estes resultados, o Concelho de Penafiel, o 2º do Vale do Sousa com maior densidade populacional, com cerca de 72 mil habitantes, coloca-se na vanguarda dos registos de reciclagem na região do Vale do Sousa.

 

Ao nível do Papel/Cartão deram entrada na AmbiSousa 726,72 toneladas, dos quais 198,46 de Penafiel, 183,12 de Paredes, 158,35 de Paços de Ferreira, 90,53 de Lousada, 81,84 de Felgueiras e 14,42 de Castelo de Paiva.

 

No que diz respeito ao vidro, Penafiel assume novamente a liderança com o envio de 191,60 toneladas, seguido de paredes com 158,98; Paços de Ferreira com 150,81; Felgueiras com 110,92; Lousada com 92,06 e Castelo de Paiva com 33,62, perfazendo um total de 737,98 toneladas.

 

Para Antonino de Sousa, vereador com o pelouro do Ambiente, da Câmara Municipal de Penafiel,” É com satisfação que verificamos que Penafiel continua a cumprir os seus objetivos em prol do ambiente, reforçando cada vez mais o valor e a importância da reciclagem para a conservação e melhoramento do nosso meio ambiente.”

fonte:http://www.averdade.com/

publicado por adm às 23:56

Junho 16 2012

O Brasil mantém a sua posição entre os líderes da reciclagem de PET no mundo. Em 2011, o País deu a destinação correta a 294 mil toneladas de embalagens de PET pós-consumo, o que representa 57,1% das embalagens descartadas pelo consumidor. Os números do 8º Censo da Reciclagem do PET no Brasil, divulgados pela Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet) também trazem outros dados animadores.

O volume total reciclado em 2011 corresponde a um aumento de 4,25% em relação às 282 mil toneladas recicladas em 2010. Esse índice é mais do que o dobro do crescimento registrado na produção de novas embalagens, que mesmo enfrentando a crise mundial, foi de 2% em 2011. Atualmente, com faturamento de R$ 1,2 bilhão, a reciclagem responde por mais de um terço de todo o faturamento da indústria do PET no Brasil.

“Isso mostra que, apesar das dificuldades em relação à coleta seletiva, o trabalho da indústria, no sentido de gerar demanda para o PET reciclado, contribui fortemente para o desenvolvimento da atividade”, afirma o presidente da Abipet, Auri Marçon. “Além disso, coletamos, reciclamos e aplicamos o material reciclado em nosso próprio território. Não exportamos as embalagens pós-consumo, como fazem algumas nações desenvolvidas, que têm bons sistemas de coleta, mas enviam seus resíduos sólidos urbanos para serem recicladosem países em desenvolvimento”, afirma.

Destinação do PET reciclado

O mercado têxtil continua sendo o principal destino de todo do PET reciclado no Brasil. O setor responde pelo uso de aproximadamente 40% de todo o material. O segundo lugar, com 18% cada um, é dividido entre os setores de embalagens e o de aplicações químicas. “A indústria têxtil continua sendo a grande aposta, mas nos chama a atenção o fantástico crescimento da utilização do PET reciclado na fabricação de uma outra embalagem, o chamado bottle-to-bottle, que teve vários projetos lançados nos últimos dois anos”, destaca Marçon.

O potencial de todos esses mercados é confirmado pelos 409 recicladores entrevistados. Desses, 42% afirmam que o setor têxtil continuará apresentando o maior crescimento na utilização do PET reciclado. Para outros 33%, as embalagens de alimentos representam o segmento mais promissor para a reciclagem do PET. A novidade é que 8% desses recicladores acreditam que as aplicações técnicas para o mercado automotivo ganharão destaque nos próximos anos.

fonte:http://www.ciclovivo.com.br/

publicado por adm às 21:09

Abril 18 2012

A Puma, fabricante alemã de equipamento desportivo detida pelo grupo PPR, anunciou o lanalçamento de um programa de recolha e reciclagem de equipamento desportivo (vestuário, calçado e acessórios).

 

O programa designado «Bring Me Back» vai arrancar nas lojas alemãs devendo depois ser alargado ao resto do mundo a partir de 2013.

O programa permite que os consumidores depositem os artigos usados em caixas específicas disponibilizadas nas lojas da marca. A iniciativa é desenvolvida em parceria com uma empresa norte-americana (I:CO) especializada na reciclagem de roupas usadas.

fonte:http://dinheirodigital.sapo.pt

publicado por adm às 23:50

Abril 07 2012

A compostagem é um processo simples, económico e ecologicamente sustentável. Aproveite alguns restos de comida e aparas de jardim e faça o seu próprio fertilizante.

Compostagem caseira: faço o seu próprio fertilizante

 

A compostagem, processo de transformação de resíduos orgânicos em composto, já é feita em grande escala nalguns municípios. Mas qualquer um pode fazê-lo com terreno, um jardim, uma horta ou plantas em vasos.

Cascas de batatas, borras de café ou restos de pão podem ser transformados em composto, um material orgânico com aspeto de terra, escuro, sem odor e com excelentes qualidades fertilizantes. A capacidade nutricional vai depender da qualidade dos resíduos utilizados, mas o composto possui fungicidas naturais e organismos benéficos que ajudam a eliminar os organismos patogénicos que perturbam o solo e as plantas.

Promove a melhoria das condições do solo em termos de estrutura, porosidade, fertilidade, capacidade de retenção da água, arejamento e atividade microbiana. É uma ótima alternativa aos fertilizantes químicos e permite reduzir a quantidade de resíduos que vão parar aos aterros ou incineradoras.

Resíduos permitidos e proibidos
Compostar à vontade

  • Resíduos verdes, ricos em azoto, geralmente húmidos.

Exemplos: folhas verdes, ervas daninhas sem sementes, flores, aparas de relva frescas, restos de vegetais e frutas, borras de café, incluindo os filtros, folhas e saquetas de chá, cascas de ovo esmagadas.

  • Resíduos castanhos, ricos em carbono, secos.

Exemplos: folhas secas, relva cortada seca, palha ou feno, resíduos de cortes e podas, aparas de madeira e serradura, carumas, cascas de batata.

Em pouca quantidade

  • Restos de pão e de alimentos cozinhados sem gordura, tapados com terra (em grandes quantidades podem atrair ruminantes).
  • Restos de papel/tecido para eliminar excesso de humidade no compostor.

Não compostar

  • Carne, peixe, laticínios e gorduras, como queijo, manteiga ou molhos: provocam odores desagradáveis e inviabilizam o composto.
  • Excrementos de animais podem conter microrganismos patogénicos que sobrevivam ao processo de compostagem.
  • Resíduos de jardim tratados com pesticidas, medicamentos, tintas, pilhas e outros produtos químicos: as temperaturas da compostagem não eliminam substâncias tóxicas.
  • Plantas doentes ou infestadas com insetos podem passar as doenças para o composto.
  • Cinzas de carvão e ervas daninhas com sementes, devido ao risco de culturas indesejadas.
  • Vidro, metal e plástico: contaminam e inviabilizam o composto.

Como fazer um compostor 
Deposite-o num local de fácil acesso, em cima da terra, para facilitar a drenagem da água e a entrada de microrganismos benéficos do solo na pilha de compostagem. Em locais de clima seco, com temperaturas mais elevadas, coloque-o debaixo de uma árvore, para que a sombra evite a secagem e o aquecimento excessivo do composto. Em locais onde a chuva é frequente, o compostor deverá ser coberto.

  • Armação

Necessita de uma armação de um material à escolha (tijolo, rede ou madeira). Pode usar, por exemplo, quatro paletes de madeira.

  • Unir os elementos

Pregue três das quatro paletes umas às outras, pelos cantos.

  • Porta de acesso

Na palete que sobra, aplique dobradiças para fazer uma porta. Esta será necessária para retirar o composto, depois de pronto.

  • Tampa contra a chuva

Caso o local esteja muito exposto às intempéries, pode usar uma quinta palete para fazer uma tampa.

Composto por camadas
A compostagem é um processo simples, mas exige cuidados para que se atinjam bons resultados. Se usar resíduos de pequenas dimensões, mantiver o nível ótimo de humidade e remexer a pilha todas as semanas, o composto estará pronto em 2 ou 3 meses. No entanto, considerando que o material é adicionado continuamente, poderá levar um pouco mais de tempo: entre 3 e 6 meses.

  • Comece por revestir o fundo do compostor com ramos grossos. Estes permitem o arejamento e impedem que o material depositado fique demasiado compacto.
  • De seguida, faça uma camada de 5 a 10 cm de altura de resíduos castanhos, cortados em pequenos pedaços (3 a 7 cm), para maximizar a superfície de contacto com os microrganismos. Partículas demasiado pequenas conduzem à compactação e limitam a circulação de oxigénio e água.
  • Adicione uma mão cheia de terra ou de composto acelerador, para garantir o início do processo, e adicione uma camada de resíduos verdes.
  • Crie outra camada de resíduos castanhos e repita o processo até a pilha atingir um metro. Quando adicionar uma nova camada, a anterior deverá ser levemente humedecida.
  • A última camada será sempre de resíduos castanhos, para evitar a proliferação de odores, insetos e outros animais indesejáveis.
fonte:http://www.deco.proteste.pt/
publicado por adm às 11:49

Março 28 2012

Cerca de 40% do lixo municipal da União Europeia (UE) foi depositado em aterros durante o ano de 2010. Um valor abaixo do praticado em Portugal, com 62% dos resíduos sólidos urbanos a serem tratados por este método, segundo um relatório do Eurostat divulgado ontem.

Cada cidadão europeu produziu, em média, 502 quilos de detritos, tendo sido tratados 486 quilos por pessoa. O português gerou um pouco mais - 514 quilos -, mas a tabela é dominada pelo Chipre com 760 quilos.

Em Portugal, apenas 12% foram reciclados (metade da média europeia de 25%), 19% incinerados (quase em linha com o valor comunitário de 22%) e 7 % reaproveitados por compostagem (contra os 15% praticados no conjunto dos 27).

Alemanha lidera reciclagem, Bulgária só quer aterros

 

Os métodos de tratamento diferem substancialmente entre os 27 Estados-membros.

Os países com uma maior taxa de reciclagem são a Alemanha (45%), Bélgica (40%), Eslovénia (39%), Suécia (36%), Irlanda (35%) e Holanda (33%). 

A incineração é o destino mais procurado pela Dinamarca (54%), Suécia (49%), Holanda (39%), Alemanha (38%), Bélgica (37%), Luxemburgo (35%) e França (34%). 

Já a Bulgária é a campeã dos aterros, com 100% do lixo destinado a este processo. Segue-se a Roménia (99%), Lituânia (94%), Letónia (91%), Malta (86%), Grécia (82%), Eslováquia (81%) e Chipre (80%).

O sistema por compostagem (técnica aplicada para controlar a decomposição de matérias orgânicas) regista maior percentagem na Áustria (40%), Holanda (28%), Bélgica (22%), Luxemburgo (20%), Dinamarca (19% e Espanha (18%).

A reciclagem e compostagem em conjunto representaram mais de 50% dos resíduos tratados ou mais na Áustria (70%), Bélgica e Alemanha (ambos 62%), Holanda (61%) e Suécia (50%).


fonte:http://expresso.sapo.pt/p

publicado por adm às 23:54

Janeiro 27 2012

No balanço final de 2011, a Sociedade Ponto Verde (SPV) atingiu uma taxa de reciclagem de 64 por cento, superando a meta da sua licença (55 por cento). A recolha de embalagens de vidro foi o calcanhar de Aquiles da entidade, já que é o único fluxo cujos resultados estão aquém das metas legais.

Ao todo, foram encaminhadas para reciclagem, em 2011, mais de 711 mil toneladas de resíduos de embalagens, num aumento de seis por cento em relação a 2010. Em termos absolutos, o papel/cartão foi o material mais reciclado pelos portugueses (cerca de 321 toneladas), fazendo com que a recolha esteja 25 por cento acima das metas mínimas legais.

No caso do vidro, apesar de ser o segundo material mais retomado, os resultados ficaram-se pelos 52,9 por cento (quando a meta legal está nos 60 por cento). Em 2011, foram recicladas 217 mil toneladas de vidro, numa subida de 13 por cento em relação ao ano anterior.

«Os resultados obtidos são a prova de que continuamos a contar com o compromisso de cada um dos portugueses, das autarquias e dos SMAUT [sistemas municipais] para, em conjunto, darmos um destino adequado aos resíduos de embalagens que são gerados, apesar do ano difícil que o País atravessou em 2011», afirma Luís Veiga Martins, diretor-geral da SPV.

Para o futuro, a SPV propôs um objectivo de 70 por cento para materiais provenientes do fluxo urbano. A proposta está incluída no Caderno de Encargos entregue em Julho de 2011 à Agência Portuguesa do Ambiente (APA). A APA ainda não tomou uma decisão formal sobre a atribuição de nova licença do Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE) à SPV.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/s

publicado por adm às 23:40

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