Reciclagem

Setembro 19 2010

O Instituto Nacional de Estatística revelou em Agosto que a reciclagem em Portugal corresponde a 57 por cento da média da União Europeia. Significa isto que cada português produz 511 quilos de resíduos por ano, sendo que apenas 13 por cento (67 quilos) são separados e enviados para reciclagem.

Os dados mostram ainda que entre 2004 e 2009 a quantidade de resíduos recolhidos foi crescendo três por cento ao ano: segundo o INE, os resíduos de embalagens destacam-se como a fileira que tem registado a mais elevada taxa média de crescimento ao ano e que ascende a 32% nos últimos seis anos. O papel e cartão e o vidro registam um valor médio de crescimento de 18% e 11% ao ano, respectivamente.

A economia portuguesa gerou, nos últimos seis anos, cerca de 172 milhões de toneladas de resíduos. Deste total, aproximadamente 19 milhões eram resíduos perigosos, o que em termos globais corresponde a 11%. Os sectores da construção, indústria mineira e de extracção de inertes e
de minerais não metálicos foram as actividades que geraram maiores quantidades de resíduos. 

A deposição em aterro é o destino de 65 por cento da recolha indiferenciada em Portugal, oito pontos percentuais acima da média europeia. Segundo alguns especialistas, as unidades de Tratamento Mecânico Biológico (TMB) poderão ser a melhor solução para minimizar as quantidades de resíduos depositados. Já as metas, estão atrasadas, como é fácil de verificar no último relatório de monitorização do Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU II), que revela que foi cumprida apenas 66 por cento da meta estipulada para 2008 no que toca ao envio de resíduos para TMB.

Para a Quercus, a solução passa por ter mais TMB a trabalhar e pelo aumento da taxa de gestão de resíduos, de forma a incentivar o desvio de resíduos do aterro para a reciclagem e incineração. «Passa por trabalhar os dois lados, seja pela penalização, seja pela valorização dos materiais recicláveis», adianta Rui Berkmeier.

Também a Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dulce Pássaro, acredita que a taxa de reciclagem vai aumentar significativamente no prazo de dois anos, após a conclusão das unidades de TMB que estão em construção. Em declarações à Lusa, a governante referiu que, comparativamente com os países que aderiram mais tarde à UE, países do sul da Europa, Portugal tem tido um desempenho «muito bom» e tem melhorado de ano para ano as quantidades de resíduos enviados para reciclagem.

fonte:ambienteonline

publicado por adm às 16:05
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