Reciclagem

Setembro 26 2010

Se você leu o artigo sobre como funciona a reciclagem, já está familiarizado um pouco mais com o significado e a importância da reciclagem, além de saber brevemente como são os vários tipos de reciclagem. Agora, vamos detalhar o processo do papel reciclado.

O papel reciclado tem ganho cada vez mais espaço no mercado nacional e internacional. Empresas e órgãos públicos, por exemplo, têm adotado o papel reciclado em suas compras de material para escritório. Assim, o papel reciclado já representava mais de 30% do mercado nacional de papéis em 2006. Mas a reciclagem de papel é realmente boa para o meio ambiente? Qualquer papel pode ser reciclado? Como é o processo de reciclagem? Conheça mais detalhes sobre o assunto nas próximas páginas.

 

Economizando árvores

Um dos principais argumentos para a reciclagem de papel é a redução dos impactos danosos ao meio ambiente e entre eles está a diminuição do uso de árvores para a produção do papel. Uma tonelada de aparas (papéis cortados para a reciclagem) pode substituir o corte de 15 a 20 árvores, dependendo do tipo de papel que será produzido, segundo a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Outro argumento é que haveria uma redução da energia elétrica para a produção de papel com a reciclagem. A porcentagem de economia, no entanto, pode variar muito já que há empresas de papel e celulose com eficiente autogeração de energia, enquanto algumas empresas de reciclagem acabam usando métodos mais convencionais de obtenção de energia.

Há também o argumento que na produção de papel reciclado há uma economia de água. Nesse caso, também não há um número exato da economia. Há fontes que falam em 10 mil litros de água a menos por tonelada produzida, mas há também quem chegue a falar em cerca de 100 mil litros.

De qualquer modo, cerca de 40% do lixo urbano no mundo é composto de papel. Sua reciclagem ajuda a evitar o desperdício.

Mercado crescente

No Brasil, o consumo de aparas (a matéria-prima do papel reciclado) cresceu 56% de 1997 para 2006, segundo a Associação Brasileira de Papel e Celulose (Bracelpa), enquanto o consumo de papel cresceu 24,9% no mesmo período. O que quer dizer que há uma produção maior de papel reciclado. Das 175 produtoras de papel instaladas no país, 75% têm mais de 50% dos seus produtos originários da reciclagem.

Em 2006, o Brasil tinha uma taxa de recuperação de papéis para reciclagem de 45,4%. O campeão da reciclagem é a Coréia do Sul (com uma taxa de 78,1%) e, o vice-campeão é a Alemanha, com um taxa de 73,7%.
Os papéis ondulados, aqueles usados em caixas de papelão, são o tipo de papel mais usado para reciclagem no Brasil, com 61,8%. O mercado de papel reciclado tem o mais diversos tipos de produtos. São desde caixas de papelão até papéis higiênicos.


 




 

Custo consciente

­Apesar de haver uma diminuição de custos na produção muitos papéis reciclados, principalmente os usados em escritórios, acabam sendo mais caros, variando de 5% a 20% a mais que o produto comum. A principal razão para isso é a demanda maior que a oferta. Cada vez mais consciente dos problemas ecológicos, o consumidor vem procurando esses papéis e ainda são poucas as empresas que tem o produto.

 

Como se produz um papel reciclado

Antes de entrar propriamente na discussão sobre o processo de produção do papel reciclado é preciso saber quais os papéis que podem ser reciclados e quais não existe forma de reciclar.

Os recicláveis são:

• Papelão
• Jornal
• Revista
• Papel de fax
• Papel-cartão
• Impressos em geral

Não são recicláveis:

• Fitas adesivas
• Fotografias
• Papel carbono
• Etiquetas adesivas
• Copos descartáveis

Produzir o papel reciclado é muito semelhante à produção de papel comum após a entrega da celulose. É preciso moer, molhar, criando uma massa que lembra o papel machê, prensar, tingir e secar o papel. A principal diferença está na necessidade da utilização de vários produtos químicos para retirar as impurezas do papel como tintas e colas, o que, para alguns críticos, pode ser também perigoso para o meio ambiente, se não for feito de maneira correta. Veja um processo básico de reciclagem de papel.

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­Nem sempre totalmente reciclado

Dependendo do tipo de papel, apenas a massa do papel reciclado é insuficiente para garantir resistência e durabilidade no novo papel, assim, as indústrias acabam tendo que incluir celulose virgem durante o processo. Aliás um papel pode ser reciclado de sete a dez vezes, depois as fibras já não terão força suficiente. Um exemplo de papel com pouca fibra são os papéis higiênicos.

Atores sociais da reciclagem

Como os outros tipos de reciclagem, a do papel envolve diversos atores econômicos diferentes. Os consumidores de papel em geral (casas, escritórios, lojas etc.) entregam os jornais velhos, as caixas vazias, os cadernos cheios e os panfletos que ninguém lê para intermediários como catadores, cooperativas de catadores de lixo e sucateiros. Esses separam o material, de acordo com as normas de reciclagem, e entregam para os aparistas. Esses são os responsáveis por preparar o material para as fábricas de reciclagem, picando o papel e criando fardos que chegam nas fábricas. Mas você também pode fazer o seu próprio papel reciclado. Veja como na próxima página.

 

­Para inglês ver
Hoje em dia é comum ver documentos e publicações com o papel reciclado, facilmente identificado a olho nu. São normalmente papéis bege, que lembram a tonalidade de uma madeira clara, com várias pequenas ranhuras em toda a superfície. O que pouca gente sabe é que o papel reciclado industrial não precisa ter esse aspecto. Esse pode ser tão branco e limpo como qualquer papel feito de fibras virgens. Mas como o mercado quer transparecer consciência ecológica, o papel reciclado tem que ter uma cara “de segunda mão”.


­

 

Faça seu próprio papel reciclado

Você não precisa ter uma indústria para fazer um papel reciclado. Charmosos para serem usados como cartões de aniversário ou mesmo para desenhar, os papéis reciclados caseiros são simples de serem feitos. Se você leu a página anterior, já sabe algumas das etapas da produção. Agora é só colocar em prática de maneira, digamos, caseira.

Vamos aos equipamentos e ingredientes:

• Liquidificador
• Bacias
• Água
• Panos velhos
• Peneira (ela pode ser uma peneira de cozinha com buracos pequenos)
• Jornais, revistas e folhas de cadernos usadas

Com o material na mão, é só começar:

1º passo

Rasgue o papel em pedaços pequenos e coloque numa bacia. Atenção, evite cortar o papel com tesoura ou estiletes porque esse processo pode enfraquecer as fibras.

 


2º passo

Coloque água na bacia e deixe o papel picado amolecer. Se o papel for mais resistente que, por exemplo, papel-jornal, deixa algumas horas de molho ou até mesmo de um dia para o outro.

 



3º passo

Amasse e rasgue bem o papel embebido em água, deixando ele bem pastoso.

 


4º passo

Aperte a massa de papel, tirando o excesso de água, e coloque no liquidificador com água. Numa proporção de três de água para um de papel.

 

 



5º passo

Depois de batido, pegue o resultado e despeje em um balde. Há duas opções para essa etapa. Se você quer um papel grosso como um papelão, você pode jogar o conteúdo direto na peneira. Para papéis mais finos, é use a peneira pegando o material de baixo para cima e deixando escorrer. Quanto mais vezes, você fizer isso, mais consistente o papel vai ficar.

 

 



6º passo

Com o trapo, vá secando lentamente o material, pousando-o em uma superfície absorvente como pano ou mesmo papel-jornal.

 



7º passo

Coloque um peso em cima do papel para prensar o papel. Deixe-o descansando até ficar bem seco. E pronto. Agora é só usá-lo.

 

fonte:Luís Indriunas.  "HowStuffWorks - Como funciona a reciclagem de papel".  Publicado em 07 de novembro de 2007  (atualizado em 28 de novembro de 2008) http://ambiente.hsw.uol.com.br/reciclagem-papel.htm  (26 de setembro de 2010)

publicado por adm às 16:46

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