Reciclagem

Outubro 17 2013

A Quercus discorda da proposta do Ministério do Ambiente de colocar metas de reciclagem diferentes para os vários sistemas de resíduos urbanos do país, considerando-a injusta.

“Temos a informação confirmada pelo secretário de Estado do Ambiente de que há intenção do Governo de colocar metas de reciclagem diferentes para diferentes sistemas de [gestão de] resíduos urbanos do país”, disse à Lusa Rui Berkemeier, da associação ambientalista.

“É uma injustiça a nível nacional [porque] os sistemas do litoral sempre receberam mais dinheiro e tiveram incentivos muito fortes ao nível da venda de energia produzida através da incineração, pagos pelos consumidores de eletricidade do resto do país, e sempre reciclaram pouco e agora vai lhes ser facilitada a vida e não vão ter de reciclar muito”, salientou.

A proposta para o Plano Estratégico dos Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU) III, que estabelece metas até 2020, é apresentada aos agentes do sector nesta quinta-feira à tarde pelo ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva.

Para os sistemas que já têm soluções de reciclagem, nomeadamente tratamento mecânico e biológico que permite reciclar muitos resíduos a partir do lixo indiferenciado, “essas metas apontam em alguns casos para valores de 80% de reciclagem e são muitas vezes sistemas rurais, onde a reciclagem é mais complicada”, segundo Rui Berkemeier.

Por outro lado, “os sistemas do litoral, como de Lisboa [Valorsul] e Porto [Lipor], têm metas muito mais baixas, da ordem dos 35% de reciclagem", inferior à meta comunitária estabelecida para Portugal, que é de 50%. Esta situação "não é aceitável para a Quercus”.

Para os ambientalistas, “devia ser nestas zonas de Lisboa e Porto que deveria haver um forte investimento em reciclagem”, mas “pelos vistos, não é isso que se pretende fazer”.

A Quercus aponta soluções alternativas que passam pela instalação nos sistemas de Lisboa e Porto de processos de triagem de resíduos e reciclagem a montante do incinerador. Esta opção, realçou Rui Berkemeier, “permitiria reciclar muito mais resíduos e aproveitar a capacidade existente na Valorsul e na Lipor para tratar os resíduos que sobravam das unidades de tratamento mecânico e biológico existentes à volta destes sistemas”.

“Teríamos mais reciclagem e menor investimento e aproveitamento mais completo das infraestruturas existentes no país”, resumiu o responsável da Quercus.

A associação chama ainda a atenção para o cálculo de produção de embalagens, considerando que “actualmente está errado” porque este tipo de resíduo que surge nos aterros, nos incineradores e nas estações de tratamento mecânico “é muito mais do que aquilo que é declarado pelas indústrias”.

 

fonte:http://www.publico.pt/

publicado por adm às 21:29
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Junho 29 2013

A Quercus defendeu hoje que Portugal deve apostar na recolha seletiva porta a porta e no tratamento mecânico e biológico dos resíduos, em detrimento da incineração, para conseguir atingir a meta comunitária de ter metade do lixo reciclado.

 

"Parece-nos importante melhorar e implementar cada vez mais o sistema de recolha seletiva porta a porta, o que tem dado melhores resultados e do ponto de vista económico é um sistema mais interessante", disse à agência Lusa Rui Berkemeier, da Quercus.

Para o técnico da associação ambientalista, "os ecopontos têm demonstrado que a nível de reciclagem, o processo está a estagnar e não incentiva a participação dos cidadãos".

A Quercus refere que a recolha porta a porta permite taxas [de recolha] mais elevadas e custos mais baixos do que o sistema de ecopontos.

"Portugal necessita de aumentar o tratamento dos resíduos que as pessoas não separam e existem várias unidades para tratamento que conseguem reciclar muitos deles, nomeadamente através do sistema de tratamento mecânico e biológico", explicou.

Neste processo, o lixo que as pessoas não separam é alvo de um tratamento para recuperar a matéria orgânica, os metais, os plásticos, ou outros materiais recicláveis.

Para a Quercus, o país deve melhorar as unidades que tem a funcionar nesta área e instalar outras, por exemplo, "nas zonas de Lisboa e Porto, onde praticamente só tem incineração".

"Antes de incineradores, [devem instalar-se] estas unidades que recuperem materiais", referiu Rui Berkemeier, realçando que "só assim será possível Portugal atingir a meta de 50% de reciclagem".

Na reciclagem de plástico, a média do país aponta para quatro a cinco quilos de plástico por ano, uma quantidade que o especialista disse ultrapassar 30 quilos por habitante/ano com o sistema de tratamento mecânico e biológico.

Esse sistema já modernizado está instalado nos distritos de Castelo Branco, Portalegre e Covilhã e será concretizado em Guimarães.

"Porto e Lisboa não têm esse sistema [e assim] não vão conseguir atingir a meta de reciclagem", disse Rui Berkemeier.

Nos casos de Lisboa e Porto, "a hipótese é instalar unidades de tratamento que permitem reciclar os resíduos ou aumentar a capacidade de incineração, ora o custo de investimento para as unidades de tratamento que permitem reciclar os resíduos é substancialmente inferior ao custo de novas unidades de incineração", alertou.

Em sistemas de grande dimensão, como a Amarsul (Setúbal), Suldouro (Gaia e Vila da Feira) e Algar (Algarve) devia ser aumentada a capacidade dos sistemas de tratamento mecânico e biológico para "reciclar mais e reduzir substancialmente os resíduos a enviar para aterro".

O Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território está a preparar um novo plano para os resíduos urbanos, para 2013 a 2020, a partir da obrigação comunitária de reciclar metade dos resíduos urbanos.

fonte:http://www.rtp.pt/

publicado por adm às 11:11

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