Reciclagem

Novembro 02 2014

As Nações Unidas advertem para o impacto ecológico negativo de milhões de telemóveis, máquinas digitais, computadores, 'tablets' e demais artigos electrónicos que, anualmente, acabam no lixo comum.

A maioria dos aparelhos electrónicos, que têm uma vida cada vez mais curta, estão carregados de metais pesados e são muito prejudiciais para a saúde

De acordo com a ONU, se no ano 2000 foram produzidas cerca de dez milhões de toneladas de desperdícios electrónicos, esse número ascende agora aos 500 milhões [de toneladas de desperdícios], o equivalente a oito vezes o peso da pirâmide egípcia de Gizé.

Este número significa que cada habitante do planeta gera uma média de sete quilogramas de lixo tecnológico e os cálculos efectuados pelas Nações Unidas prevêem que nos próximos três anos esses resíduos aumentem em um terço.

A produção de lixo 'per capita' varia segundo a riqueza e a consciência ambiental de cada país: entre os 63 quilogramas [de lixo] gerados por um habitante do Qatar, passando pelos quase 30 quilogramas de um norte-americano, 23 quilogramas de um alemão, 18 quilogramas de um espanhol, nove de um mexicano, sete de um brasileiro ou 620 gramas de um habitante do Mali.

A ONU adverte que a maioria dos aparelhos electrónicos, que têm uma vida cada vez mais curta, estão carregados de metais pesados e são muito prejudiciais para a saúde.

O gabinete das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), com sede em Viena, estima que em 2016 os países em desenvolvimento irão produzir mais lixo electrónico do que os países industrializados.

Segundo estimativas da Agência Europeia do Meio Ambiente, pelo menos 25 mil toneladas de desperdício electrónico saem por ano, e de forma ilegal, da União Europeia como bens em segunda mão, embora se trate de produtos inutilizados.

fonte:Lusa/SOL

publicado por adm às 17:03

Junho 24 2014

A Agência Portuguesa do Ambiente, a Chronopost Portugal e a Quercus assinalam na quarta-feira (dia 25), pelas 10:00 horas, em Santa Iria da Azóia, o arranque da Campanha de Recolha de CD/DVD usados «Vamos Gravar Esta Ideia!».

Serão prestadas informações sobre o funcionamento da campanha, nomeadamente em relação aos locais onde vai ser possível entregar os CD/DVD para reciclar.

A recolha de CD/DVD usados para reciclagem é um desejo de longa data da Quercus. Vai passar a ser uma realidade devido à colaboração da Chronopost Portugal, a nível operacional, na recolha destes resíduos, cuja produção é dispersa e feita em pequenas quantidades em Portugal.

Em termos legais e institucionais, conta com o apoio da Agência Portuguesa do Ambiente. Para o efeito, foi publicada uma portaria específica (Portaria n.º 75/2014, de 21 de Março), que enquadra a recolha deste fluxo de resíduo urbano, até ao momento sem solução de recolha e tratamento.

fonte:http://diariodigital.sapo.pt/

publicado por adm às 12:37

Abril 28 2014

Os CD’s e DVD’s antigos vão poder ser colocados em recipientes próprios, em mais de 400 lojas em todo o país, para serem encaminhados para reciclagem, e os seus materiais aproveitados, anunciou hoje a Quercus.

"Vai ser assinado um protocolo com várias entidades para permitir a recolha no sector doméstico, ou seja, no sector urbano, [respeitante] aos resíduos produzidos nas casas de CD’s e DVD’s usados", que já não são necessários e para os quais a reciclagem "é o melhor destino", disse à agência Lusa Pedro Carteiro, da associação de defesa do ambiente.

O protocolo vai ser assinado na terça-feira e envolve, além da Quercus, a Secretaria de Estado do Ambiente, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Amb3E, Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), Ecopilhas, EGF, EGSRA, ERP Portugal e Sociedade Ponto Verde (SPV).

"Fica garantido que vai ser implementada uma recolha capilar, que na primeira fase vai cobrir Portugal continental através da empresa que se ofereceu para fazer a parte mais difícil e mais cara que é a recolha de pequenas quantidades de resíduos", explicou Pedro Carteiro.

A Chronopost, especializada em transporte postal, através da sua rede Pick Me!, presente em diversas lojas, de lavandarias a papelarias, tem mais de 400 pontos distribuídos pelo país onde vão estar pequenos recipientes nos quais os consumidores podem colocar os seus DVD’s ou CD’s velhos.

A Secretaria de Estado do Ambiente contribuiu com o necessário enquadramento legal para esta recolha, que permite o alargamento desta rede de a outras entidades, como os estabelecimentos da grande distribuição, nomeadamente os hipermercados, que pretendam aderir à campanha chamada de "Vamos gravar essa ideia".

Em termos ambientais, o técnico da Quercus realçou que esta rede é "altamente sustentável" pois a Chronopost já faz diariamente as viagens para entregar encomendas por todo o país, e agora passa a transportar mais umas caixas com os CD's e DVD's sem uso.

Este resíduo vai ter um armazenamento temporário nas instalações da Chronopost, devidamente licenciado, depois será enviado para um operador, para o processamento final, e encaminhado para reciclagem.

A Quercus alerta que só deve ser entregue o CD pois a caixa, de cartão ou de plástico, já pode ser colocada nos ecopontos destinados às embalagens.

Os CD’s e DVD’s são fabricados de policarbonato (polímero termoplástico), "um material altamente valorizado e 100% reciclável", tendo uma camada de alumínio e outra de verniz.

O material obtido da reciclagem é usado nas lentes dos óculos e nas óticas dos automóveis, especificou Pedro Carteiro.

A condição da Chronopost para montar a rede de recolha daquele resíduo é que as receitas geradas com a venda dos CD’s e DVD’s.

fonte:Lusa/SOL

publicado por adm às 22:40

Novembro 03 2011

Separar o lixo reciclável em casa é algo muito mais simples do que parece. Porém, pouca gente sabe disso. O resultado? Falta de engajamento. Para mostrar que a tarefa é simples (e traz resultados expressivos), elaboramos um guia prático, com perguntas e respostas. Dois especialistas nos ajudaram nessa tarefa: Eduardo Antonio Licco, professor do curso de Administração em Gestão para a Sustentabilidade, do Centro Universitário Senac, e André Vilhena, diretor executivo da ONG Cempre(Compromisso Empresarial para a Reciclagem), que difunde informações sobre reciclagem.

 

Também vamos ajudar você a encontrar oslocais próximos da sua casa que recebem o lixo reciclável. Sim, você não precisa enfrentar longas distâncias para ser ecologicamente correta. Agora não tem mais desculpa para não colaborar. Confira! 

1) QUAL É A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM? 

André Vilhena, do Cempre - A reciclagem traz benefícios econômicos, sociais e ambientais. Quanto ao meio ambiente, a reciclagem diminui a pressão sobre os aterros, o que é importante, porque muitos já chegaram ao limite. Reciclar também significa reduzir a utilização de recursos naturais pela indústria, poupando o meio ambiente, além de diminuir o custo da matéria-prima e o gasto energético no processo fabril. Além disso, a reciclagem gera renda para os catadores de materiais recicláveis, que têm garantia de trabalho remunerado. 

2) É PRECISO SEPARAR, EM CASA, OS MATERIAIS DE ACORDO COM O TIPO DE CADA UM, OU SEJA, PLÁSTICO, PAPEL, ALUMÍNIO E VIDRO? 

André Vilhena, do Cempre - Não. Basta separar o que é seco do que é úmido, como restos de comida. A triagem é feita depois, pelas cooperativas de catadores. 

3) É PRECISO LAVAR TODAS AS EMBALAGENS ANTES DE ENCAMINHÁ-LAS PARA A RECICLAGEM? POSSO ENCAMINHAR UM GUARDANAPO SUJO, POR EXEMPLO? E UM COPINHO COM RESTOS DE CAFÉ? O PAPEL DE UMA BITUAC DE CIGARRO POR SER RECICLADO? 

André Vilhena, do Cempre - Você não deve lavar as embalagens, porque essa atitude gera um outro problema ambiental, que é o desperdício de água. Use a água da lavagem da louça apenas para enxaguar os recipientes, quando for o caso. 

Eduardo Antonio Licco, do Senac - Um guardanapo sujo tem destinação mais adequada sendo descartado no lixo comum. Copinhos de café são recicláveis, mesmo sem lavagem. Não há praticidade nem economicidade na reciclagem de papel em bitucas de cigarro. O que manda é o bom senso. 

4) O QUE PODE SER RECICLADO, AFINAL? 

André Vilhena, do Cempre - Tudo pode ser reciclado, inclusive isopor, lâmpadas fluorescentes e pilhas. O isopor deve ser separado em casa, assim como o plástico e o papel, por exemplo. Quanto às pilhas, uma opção é levá-las aos postos do Papa-Pilhas, que existem em vários pontos das cidades. Se a pilha for alcalina, ela não terá metais pesados em sua constituição e poderá ser descartada no lixo seco, em casa, junto aos outros materiais recicláveis. Quanto às lâmpadas, é preciso ter cuidado na hora do descarte. Elas não podem ser quebradas, porque têm mercúrio na composição, uma substância poluente. Empresas do Brasil todo reciclam esse tipo de lâmpada. 

Eduardo Antonio Licco, do Senac - Teoricamente, tudo pode ser reciclado. Quem vai decidir se haverá ou não reciclagem é o mercado. Se não houver compensação econômica, material ou energética, a reciclagem não se justifica. Por exemplo, se há maior consumo de água, energia e de insumos para reciclar do que para descartar, não haverá razão para o reaproveitamento. Vale lembrar que a reciclagem de alguns materiais não é aceita. Um exemplo típico são os resíduos hospitalares, como agulhas, seringas e drenos. 

5) Quais materiais acabam indo para o lixo comum porque não existe a noção de que eles podem ser reciclados? 

André Vilhena, do Cempre: a matéria orgânica, os restos de comida e podas de jardinagem. Tudo isso poderia ser reaproveitado por meio da compostagem, que é a transformação da matéria orgânica em adubo e fertilizantes. Isso não ocorre porque falta empenho das prefeituras para coletar, além do baixo investimento em usinas de compostagem. 

6) O QUE DEVO FAZER COM ELETRÔNICOS QUE NÃO USO MAIS, COMO UM CELULAR OU UM TOCADOR DE MP3? 

Eduardo Antonio Licco, do Senac - A Política Nacional de Resíduos Sólidos especifica que os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de produtos eletroeletrônicos são obrigados a implementar sistemas de logística reversa, ou seja, o retorno dos produtos às empresas após seu uso pelo consumidor. Por isso, procure o fabricante e veja qual é a orientação ao final da vida útil do aparelho. Também existem organizações que se dedicam a receber e a doar esses equipamentos quando eles estão em bom estado. Se eles não funcionarem mais, serão desmontados e reciclados. 

7) PARA ONDE DEVEMOS ENCAMINHAR O MATERIAL QUE FOR SEPARADO EM CASA? 

André Vilhena, do Cempre - Se sua cidade não tiver um programa de coleta seletiva estruturado pela prefeitura, você deve levar os materiais a um ponto de entrega voluntária ou encaminhar para uma cooperativa. No site do Cempre, há uma lista que pode ajudar você a encontrá-las. 

8) COMO ORGANIZAR UM PROGRAMA DE COLETA SELETIVA EM CONDOMÍNIOS OU NO TRABALHO? 

André Vilhena, do Cempre - É preciso mobilizar o maior número possível de moradores, demonstrando a importância da iniciativa e mostrando a eles como participar. Depois, é preciso definir os tipos de materiais recicláveis que serão coletados, tendo em vista a demanda de mercado existente nas proximidades, pois ela viabilizará um fluxo constante de saída de material, evitando o acúmulo. 

9) QUAIS MATERIAIS TÊM MAIS VALOR PARA OS CATADORES? 

Eduardo Antonio Licco, do Senac - Alumínio e cobre. 

André Vilhena, do Cempre - Além do alumínio, as garrafas PET, papelão e embalagens longa-vida. 

10) CONHEÇA A “Rota da Reciclagem”, UM MAPA QUE AJUDA A ENCONTRAR UM DESTINO PARA O LIXO DA SUA CASA 

O site Rota da Reciclagem foi criado pela Tetra Pak, com a tecnologia do Google Maps, para facilitar a busca por cooperativas, pontos de entrega voluntária e empresas ligadas à cadeia da reciclagem. Basta digitar o endereço para saber quais são os locais mais próximos da sua casa. De acordo com a Tetra Pak, o buscador conta com mais de 3.400 pontos de coleta seletiva e reciclagem em todo o país. 

fonte:http://revistamarieclaire.globo.com/

publicado por adm às 22:51

Novembro 02 2011

O Brasil tem avançado na área de reciclagem de eletroeletrônicos, mas uma parte dos materiais ainda não pode ser recuperada no País: as placas de circuito. Placas mãe e placas de vídeo, no caso dos computadores, assim como os componentes que controlam televisões, monitores e impressoras têm uma série de metais em sua estrutura, e a reciclagem desses itens exige, pois, a separação de cada um, para posterior reaproveitamento.

Há ao menos 17 metais nessas placas, entre pesados, preciosos e de base. Alguns deles até têm tecnologia no país para reciclagem, mas quando todos estão juntos, a recuperação só é feita por cinco empresas no mundo. Uma delas é a Umicore, com sede na Bélgica, que processa 350 mil toneladas de materiais por ano.

As placas brasileiras provêm, principalmente, de equipamentos de informática - computadores, periféricos e acessórios -, e o restante vem de celulares, televisões e sistemas de áudio. São Paulo é o que mais envia sucata eletrônica, mas isso porque, segundo o gerente de desenvolvimento de negócios da Umicore no Brasil, as maiores empresas estão no estado - as menores, por não terem condições de fazer a exportação por si, acabam enviando materiais para a região sudeste, para que sejam destinados à Europa.

Processo de separação
Segundo o gerente de desenvolvimento de negócios da Umicore no Brasil, Ricardo Rodrigues, o processo de reciclagem começa com a etapa de amostragem. O material recebido é triturado, formando uma mistura homogênea, de onde se retira uma amostra. No laboratório, são identificados os metais contidos no lote de lixo eletrônico, o que determina quanto as empresas que entregaram a sucata vão receber pelo material. Além disso, os números servem para saber a quantidade de recursos naturais que se está economizando, ao recuperar o que já foi extraído e colocar os componentes de volta no ciclo de produção.

Então vem a etapa de refino, ou seja, de separação de cada um dos metais. O primeiro passo é fazer lotes maiores, o que significa juntar a massa homogênea de placas de circuito, por exemplo, com outros tipos de lixo, não necessariamente eletrônico, que também têm metais em sua composição: subprodutos de processos químicos, catalizadores automotivos e resíduos da indústria petroquímica, por exemplo.

Esses lotes maiores passam então por três linhas de processo, onde há os chamados metais coletores. Eles recebem esse nome porque funcionam como espécies de imãs, atraindo outros metais. O cobre, por exemplo, atrai ouro, paládio e selênio, entre outros, então nesta etapa do processo esses metais vão formar uma liga. O que "sobrou" segue para a próxima linha, de chumbo, em que metais como prata, estanho e bismuto vão formar outra liga. E da mesma forma, o restante do material vai para a terceira linha, onde o níquel vai atrair platina e ródio, por exemplo.

A fase seguinte ocorre em três diferentes espaços, onde cada uma das três ligas formadas vai ser separada. Cada material tem características químicas que o diferem dos outros, o que possibilita que eles sejam, um a um, destacados do restante da liga.

O que difere a tecnologia da Umicore de outras presentes no mundo é justamente a unificação das três linhas, com os três metais coletores, na mesma planta de reciclagem, explica Rodrigues. "Se você tivesse o cobre, por exemplo, como principal coletor, seria possível recuperar alguns metais, mas os outros não", detalha.

Ao final do processo de reciclagem, os metais estão como novos, e podem ser usados pelas mesmas indústrias que utilizam o material recém-extraído. Rodrigues destaca que, com isso, economiza-se a natureza de quatro formas diferentes, entre elas evitando que novos materiais sejam retirados da natureza, e impedindo que metais pesados sejam jogados em aterros sanitários sem tratamento e acabem contaminando o meio ambiente.

A indústria de reciclagem tem também uma preocupação com a sua própria emissão de poluentes. Os materiais que serão reciclados são sempre analisados previamente, segundo Rodrigues. "Conhecemos as empresas que vão fornecer o material para reciclagem, e avaliamos o que é necessário para recuperar o material, e se isso não oferece risco também às pessoas que vão trabalhar no processo", explica.

Além disso, as partes que não recicláveis acabam usadas em outros processos. O plástico contido nas placas de circuito, por exemplo, é queimado para gerar energia para outras etapas da reciclagem. Tudo, afirma Rodrigues, com controle de emissões de gases e de poluentes. Em outra frente, a planta tem sistema de recolhimento de água da chuva e lavagem dos solos, que passa por tratamento e é usada novamente para molhar as pilhas de materiais e resfriar o maquinário da unidade. O processo é certificado por órgãos ambientais europeus.

Depois da reciclagem
Os materiais reciclados em alguns casos voltam para suas indústrias de origem. É o que em geral acontece com platina, paládio e ródio, por exemplo, reciclados de catalizadores e que depois podem ser usados para a fabricação de novos catalizadores. Os produtos utilizaados em baterias também são reaproveitados pela mesma indústria.

No caso da Umicore, que possui, além das usinas de reaproveitamento, indústrias de baterias, catalisadores e materiais de construção, uma parte do material é consumida pela própria empresa. Quando há excedente, ou quando o produto fruto da reciclagem não faz parte da cadeia produtiva da empresa, os materiais são vendidos para outras indústrias. Os setores de eletroeletrônica, de pigmentos, de fertilizantes e de automotores são os principais clientes da Umicore. Fabricantes de bateria também compram os componentes reciclados.

Quanto aos preços, Rodrigues explica que metais preciosos são cotados pela bolsa, então o valor dos materiais recém-extraídos ou reciclados é o mesmo. Os custos do processo são pagos em parte pelas empresas que recolhem o material e em parte pelas que reciclam. "A companhia paga para a Umicore reciclar, mas depois de ver quanto vale o material, ela recebe o valor descontado o custo", simplifica. Se, por exemplo, a manufatura reversa custou R$ 20 mil, e os produtos finais valem R$ 100 mil, a empresa que recolheu o material recebe R$ 80 mil.

fonte:http://tecnologia.terra.com.br

publicado por adm às 23:41

Outubro 25 2011

«Esta última campanha Reciclar é Dar e Receber já contribuiu para que recuperássemos um pouco relativamente ao vidro recolhido. Os indicadores apontam para um crescimento mais acelerado do que o verificado até agora. Acreditamos que até ao final do ano conseguiremos cumprir a meta do vidro», afiança ao AmbienteOnline Luís Veiga Martins, director-geral da Sociedade Ponto Verde: 

Este ano e contrariamente ao expectável, a meta do vidro foi a única que não foi cumprida pela SPV. «O vidro teve uma aceleração mais baixa o que não faz sentido tendo em conta que é o material que há mais tempo é recolhido e reciclado em Portugal. A nossa estratégia passou por reforçar o canal dos restaurantes, cafés e hotéis, tendo em conta que 60 por cento das embalagens de vidro colocadas no mercado serem consumidas fora de casa», explica o responsável 

Para reforçar este material a SPV, pela primeira vez, lançou uma campanha uni-material, que além da reciclagem visa a criação de salas de estudo.

fonte:http://www.ambienteonline.pt/

publicado por adm às 23:26

Outubro 18 2011

Um vidro pode se transformar em outro vidro, sem perda de qualidade, várias vezes. No processo, o material é separado por cores, sem tampas e rótulos, e vale mesmo quando está quebrado. Depois é “triturado” em pequenos pedaços e entra na composição que vai formar um novo vidro: areia, barrilha, calcário e feldspato.

 

Segundo dados da Abividro, a reciclagem de vidro no Brasil saltou de 15% em 1991 para 47% em 2008. Por ano, segundo o CEMPRE, são produzidas em média 980 mil toneladas de embalagens de vidro que usam cerca de 45% de matéria-prima reciclada na forma de cacos.

As vantagens
Reciclar vidro evita a retirada de mais matéria-prima da natureza. A economia de energia e a emissão de gases poluentes também diminuem. Por exemplo: para fabricar do vidro com matérias-primas virgens, é necessário que a temperatura do forno chegue a 1.500°C. Se 30% da composição for de cacos de vidros reaproveitados, a temperatura de fusão baixa para 1.300° – e assim muita energia é economizada. (*)

A quantidade de lixo produzida também será menor, o que é essencial para aumentar a vida útil de aterros sanitários (sem contar que o tempo de decomposição do vidro na natureza é considerado indeterminado).

O que levar para a reciclagem?
Garrafas, potes e frascos devem estar limpos e secos. Lâmpadas, cristais, espelhos, vidros de automóveis ou temperados, cerâmica e porcelana, porém, não entram nessa lista. Isso porque eles apresentam uma composição química diferente, que dentro do processo de fabricação do vidro pode originar produtos com defeito.

Também não podem ter na mistura terra, pedras, cerâmica e louças, pois quando são fundidos, geram partículas que diminuem a resistência das embalagens. A contaminação por metal (as tampas, por exemplo) também prejudica o processo, pois forma bolhas e manchas, além de danificar o forno.

Segundo o CEMPRE, os vidros também podem ser usados na composição de asfalto e pavimentação, construção de sistemas de drenagem contra enchentes, produção de espuma e fibra de vidro, bijuterias e tintas reflexivas.

Saiba mais
A PUC Rio produziu uma edição do  programa A Química do Fazer sobre a história do vidro, as formas de produção (artesanal e industrial) e os processos de reciclagem.

E você, separa o vidro para reciclagem?

fonte:http://super.abril.com.br/

publicado por adm às 22:49

Outubro 07 2011

Até ao próximo dia 31 de Outubro aSociedade Ponto Verde vai receber, para avaliação, projectos de Investigação & Desenvolvimento que tenham como objectivo encontrar novas soluções ligadas às embalagens e à valorização e reciclagem dos resíduos a que dão origem. Os projectos a aprovar serão apoiados financeiramente pela Sociedade Ponto Verde.

«Ao longo dos seus 15 anos de actividade, a Sociedade Ponto Verde já investiu através do financiamento de projectos, cerca de 2 milhões de euros em Investigação e Desenvolvimento. Ao financiar estes projectos, a SPV pretende contribuir para o futuro do País, já que estas iniciativas poderão ser o ponto de partida para futuras soluções sustentáveis», afirma Luís Veiga Martins, Director-geral da Sociedade Ponto Verde.

Os projectos financiados têm-se destinado a melhorar as capacidades de recolha, tratamento, reciclagem e valorização dos resíduos de embalagens, mas também a promover a prevenção com o objectivo de reduzir a produção de resíduos.

De acordo com o regulamento, que pode ser consultado em www.pontoverde.pt, (menu Sociedade Ponto Verde/Investigação e Desenvolvimento) o financiamento dos projectos poderá atingir no máximo um período de três anos.

A apresentação de candidaturas será feita mediante a entrega do formulário de candidatura e do respectivo anexo técnico, contendo as especificações relativas ao projecto que é submetido a apreciação pelo júri.

Sociedade Ponto Verde convidou personalidades de relevante mérito na área do ambiente e resíduos, para constituir uma Comissão Consultiva de I&D, cujas funções incluem a definição de eixos de actuação e áreas prioritárias para os projectos de I&D, de acordo com a evolução do sector e estado de arte, e a nomeação de painéis para avaliação dos projectos de I&D propostos a financiamento.

 

Fonte: SPV


publicado por adm às 22:09

Setembro 18 2011

UUm grupo de deputados do Grupo Parlamentar do CDS-PP, liderados por Nuno Magalhães, apresentou na Assembleia da República um Projecto de Resolução que recomenda o estudo da incorporação do material de cortiça no edificado, com vista à melhoria do seu desempenho em termos de isolamento térmico, acústico e na prevenção dos incêndios, assim como a adopção de medidas tendentes à promoção da actividade de reciclagem da cortiça em Portugal. O objectivo é assegurar a sustentabilidade económica e ambiental do modelo energético preconizado pelas políticas europeias de combate às alterações climáticas.

O objectivo é assegurar a sustentabilidade económica e ambiental do modelo energético preconizado pelas políticas europeias de combate às alterações climáticas.
O documento recorda que o sector residencial e terciário, com cerca de 160 milhões de edifícios, é responsável por 40% do consumo energético primário da Europa, seguindo uma tendência que deverá vir a acentuar o respectivo aumento de consumo e correspondentes emissões de dióxido de carbono, o que demonstra assim a importância em actuar sobre este sector, de acordo os objectivos da agenda energética europeia, acrescido do enorme potencial que lhe é reconhecido, pela Comissão da Indústria, Investigação e Energia do Parlamento Europeu, em termos de poupança energética, em que mais 50% deste consumo poderá ser reduzido através de medidas eficiência energética, e consequentemente uma redução anual de 400 milhões de toneladas de CO2 – quase a totalidade do compromisso da UE no âmbito do Protocolo de Quioto.

A substituição e descentralização das fontes de energia é muito importante na medida em que reduz a dependência do vector electricidade resultante do sistema electroprodutor nacional, baseada em combustíveis fosseis, em detrimento de utilização de energias renováveis, mas não actua ou evita o aumento do consumo de energia global assim como os impactes negativos numa análise de ciclo de vida da utilização dos produtos e materiais e equipamentos utilizados na construção, da energia utilizada na sua produção, dos resíduos que geram, da manutenção e equilíbrio dos ecossistemas, que também eles, são fonte relevante de absorção de dióxido de carbono.

Tal, pode ser conseguido através da alteração do comportamento térmico dos edifícios, como seja a aplicação de materiais naturais, que resultem de uma produção responsável, energética, económica e ambiental sustentável, do qual Portugal dispõe, que envolvem reduzidos custos de energia, não acresce as emissões de CO2, apresentam elevado grau de resistência e quando aplicada nos edifícios confere-lhes um elevado desempenho no isolamento térmico dos edifícios, com ganhos energéticos substanciais, dadas as suas características isolantes que conservam a temperatura constante no interior dos edifícios, diminuindo, assim no final, a utilização dos sistemas de climatização e consequentemente os gastos energéticos. 

Um excelente exemplo desses materiais é a cortiça, da qual Portugal é um dos maiores produtores mundiais, em quantidade e qualidade, num mercado que emprega e contribui para a manutenção de 60 mil postos de trabalho, bem como para a florestação de uma zona do país com apetência para este tipo de cultura florestal, pelo que se entende, pelos motivos e benefícios já expostos que deva ser promovida a sua aplicação e incorporação na construção dos edifícios. A aplicação de cortiça na construção de edifícios tem ainda outras vantagens, tais como o isolamento acústico, pois é um dos materiais com melhor desempenho, bem como na prevenção da propagação do fogo, sendo um dos materiais mais resistentes ao fogo, conferindo globalmente um maior grau de conforto e segurança aos edifícios onde é aplicado. 

Além disso, a importância e reconhecimento do potencial de utilização da cortiça, tem motivado a nível Europeu, um conjunto de iniciativas que visam a maximização do ciclo de vida da cortiça, e em concreto das rolhas, via processo de reciclagem, com os benefícios daí decorrentes, ao nível social, pela consciencializando das populações para a riqueza deste material, económicos, pela criação de negócio e emprego, e naturalmente ambientais. Importa agora, aproveitar as anteriores experiências, e alargar a actividade de reciclagem a todo o território nacional, de modo a incrementar as taxas de recolha e de reciclagem da cortiça. 

Neste contexto, o Grupo Parlamentar do CDS-PP recomenda ao Governo que se estude a oportunidade de introduzir a discussão, de incorporação do material de cortiça no edificado, atendendo às suas excelentes propriedades de isolamento térmico, acústico e na prevenção de incêndios, assim como pela contribuição benéfica deste material no impacto do custo de ciclo de vida alargado dos edifícios, como é desígnio desta nova directiva. 

O CDS-PP recomenda também a adopção de duas medidas, contribuintes para a consciencialização e percepção do valor social, ambiental e económico da cortiça: implementar uma solução de rede de reciclagem de cortiça, com realce para as rolhas mas também para outros resíduos e subprodutos deste material, cobrindo o território nacional, e aproveitando as infra-estruturas de triagem e tratamento de resíduos já existentes; e promover acções de educação e sensibilização ambiental junto da população, realçando a importância estratégica do sector da cortiça no contexto da economia nacional, e o contributo que a actividade da reciclagem desses seus resíduos, em especial ao nível da sua deposição, pode ter na valorização e sustentabilidade deste sector.

fonte:http://www.orio.pt

publicado por adm às 19:45

Setembro 05 2011

As lâmpadas economizadoras têm muitos benefícios para o utilizador, mas podem ser muito prejudiciais para o meio ambiente se não forem devidamente recicladas.

"A nível energético, consumem menos e em mais tempo. Mas para o planeta, a lâmpada económica traz mais malefícios do que a incandescente porque na sua produção são utilizadas matérias que depois têm de ser recicladas, enquanto as antigas não tinham esse problema para o meio ambiente", disse Paulo Jorge, responsável pela área projecto na empresa de lâmpadas Sylvania.

Afirmando que "há muitas lacunas na informação transmitida ao mercado" quanto às lâmpadas economizadoras, Paulo Jorge insistiu que é "essencial" fazer-se uma "reciclagem correcta".

"Se existir uma reciclagem correcta, a lâmpada traz benefícios. Se não, traz problemas. Tudo depende da consciência das pessoas", afirmou.

Em causa está o mercúrio que algumas empresas ainda utilizam na produção daquelas lâmpadas e o trisfósforo, o seu principal componente.

O responsável considera que o controlo do destino das lâmpadas depois do seu fim de vida terá de ser feito pelas entidades oficiais junto das empresas que fazem essa reciclagem.

Ao consumidor basta-lhe colocar as lâmpadas que já não funcionam no contentor próprio ou nas lojas.

Para Paulo Jorge, o único "senão" para o consumidor poderá ser o preço, ligeiramente mais elevado do que o das incandescentes, que é explicado pelo aumento do preço do trisfósforo.

"O trisfosforo, o principal componente, está a escassear a nível mundial. Houve um aumento entre 10 e 40% no valor das lâmpadas para o mercado só este mês", disse.

Para competirem com as lâmpadas económicas, começam a aparecer as LED, mas ainda são muito caras para o consumidor final.

"Para a maioria das casas não justifica o investimento. Elas são muito rentáveis para grandes utilizadores: escritórios, hotéis ou centros comerciais, que tenham utilização diária superior a 10 horas. Começa a compensar após 14 meses", afirmou.

Apesar de, numa habitação familiar, se sentir uma redução imediata do consumo na factura, tem de fazer um investimento 10 a 15 vezes maior.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 22:38

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