Reciclagem

Fevereiro 13 2014

A Braval-Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos enviou em 2013 sete mil toneladas de vidro para reciclagem, mais três por cento relativamente ao ano de 2012.
Pedro Machado, director-geral executivo mostra-se muito satisfeito com os números atingidos, revelando que estes são dados “extremamente profícuos, de grande alento”, acrescentando que apesar da conjuntura económica a Braval conseguiu fomentar junto da população o espírito de sensibilização e protecção ambiental.

O director-geral executivo da Braval refere ainda que apesar de não ter sido atingido o valores recorde obtido em 2011, em que foram enviados para a reciclagem mais de 7500 toneladas de vidro, a Braval está no bom caminho para obter esses números e até mesmo ultrapassá-los, trilhando o caminho que leva a empresa a atingir as directivas comunitárias para 2020.
“Temos noção que já fizemos muito em pouco tempo, mas queremos fazer mais”, diz Pedro Machado.

Segundo dados da Sociedade Ponto Verde, a Braval é o sistema de Portugal que mais vidro per capita enviou para reciclagem, se for excluída a ALGAR, que abrange o Algarve, devido à grande flutuação de população, especialmente no período de Verão, e que desvirtua estes dados.
A Braval congratula-se pelo contributo da população dos seis municípios que abrange, reconhecendo o esforço que a mesma tem vindo a desenvolver em matéria ambiental, particularmente no que diz respeito à reciclagem.

 

fonte:http://www.correiodominho.com/

publicado por adm às 21:07

Agosto 19 2013

A Resialentejo, empresa intermunicipal de tratamento e valorização de resíduos, encaminhou para reciclagem, no primeiro semestre do ano, 1 598 toneladas de resíduos.  

De acordo com os dados revelados pela empresa, verificou-se um aumento de 15,6 toneladas face a igual período do ano passado. As embalagens de papel/cartão foram os resíduos com mais expressão totalizando as 742,6 toneladas.

No que respeita aos resíduos de construção/demolição, no primeiro semestre deste ano registou-se um decréscimo de 879 toneladas face a período homólogo, o que representa um recuo de 86,1%. A esta queda não será alheia a crise que atinge o sector da construção civil.

Os resíduos de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos seguiram a mesma tendência. No primeiro semestre foram recebidas pela Resialentejo menos 2,2 toneladas do que nos primeiros seis meses do ano passado, o que representa uma descida de 11,7%.

A reciclagem de pneus usados aumentou no mesmo período 26,2%.

Entre Janeiro e Junho, comparativamente com o mesmo período do ano passado, os municípios depositaram menos 1 215 toneladas de resíduos em aterro.

 fonte:http://www.radiopax.com

publicado por adm às 11:11

Agosto 06 2013

Num mundo onde a pressão sobre os recursos naturais só aumenta e a preocupação com o meio ambiente se traduz em leis cada vez mais rígidas, a gestão adequada do lixo virou assunto estratégico dentro das empresas. E daqueles com potencial de falar alto ao bolso, ou melhor, ao caixa. A General Motors sabe bem disso.


No ano passado, a montadora mandou parareciclagem 90 por cento de todos os resíduos gerados no processo de fabricação de seus carrosmundo a fora, ao invés de enviá-los para aterros. Os louros foram colhidos: a iniciativa gerou receitas de cerca de R$ 2 bilhões, segundo o último relatório desustentabilidade da empresa.

Tal façanha foi alcançada com a implementação do programa Landfill Free (livre de aterro sanitário, em tradução livre), que visa reduzir a zero o volume delixo mandado para aterros. A meta é atingir 125 instalações da empresa em todo o mundo até 2020. Falta pouco.

Hoje, 106 unidades já reciclam 100% dos resíduos. Na lista entra de tudo - de sucata de aço e borra de tinta a caixas de papelão e pneus desgastados. 

Experiência brasileira

A primeira planta brasileira a consquistar o status livre de aterro, em 2012, foi a de Gravataí, no Rio Grande do Sul, de onde saem modelos como o Celta, Onix e Prisma.

A unidade atua em duas frentes para reduzir o impacto ambiental de suas operações. Primeiro, busca a redução do desperdício. Somado a isso, desenvolve ações que visem à reciclagem e à reutilização dos materiais.

“Uma empresa de manufatura de automóveis gera uma serie de resíduos, alguns com valor, como os retalhos da estamparia, que são disputados a tapas, e alguns de pouco valor, como borra de tinta, um resíduo perigoso, com metal pesado”, explica Nelson Branco, gerente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da América Latina pela GM.

fonte:http://exame.abril.com.br/


publicado por adm às 22:41

Junho 29 2013

A Quercus defendeu hoje que Portugal deve apostar na recolha seletiva porta a porta e no tratamento mecânico e biológico dos resíduos, em detrimento da incineração, para conseguir atingir a meta comunitária de ter metade do lixo reciclado.

 

"Parece-nos importante melhorar e implementar cada vez mais o sistema de recolha seletiva porta a porta, o que tem dado melhores resultados e do ponto de vista económico é um sistema mais interessante", disse à agência Lusa Rui Berkemeier, da Quercus.

Para o técnico da associação ambientalista, "os ecopontos têm demonstrado que a nível de reciclagem, o processo está a estagnar e não incentiva a participação dos cidadãos".

A Quercus refere que a recolha porta a porta permite taxas [de recolha] mais elevadas e custos mais baixos do que o sistema de ecopontos.

"Portugal necessita de aumentar o tratamento dos resíduos que as pessoas não separam e existem várias unidades para tratamento que conseguem reciclar muitos deles, nomeadamente através do sistema de tratamento mecânico e biológico", explicou.

Neste processo, o lixo que as pessoas não separam é alvo de um tratamento para recuperar a matéria orgânica, os metais, os plásticos, ou outros materiais recicláveis.

Para a Quercus, o país deve melhorar as unidades que tem a funcionar nesta área e instalar outras, por exemplo, "nas zonas de Lisboa e Porto, onde praticamente só tem incineração".

"Antes de incineradores, [devem instalar-se] estas unidades que recuperem materiais", referiu Rui Berkemeier, realçando que "só assim será possível Portugal atingir a meta de 50% de reciclagem".

Na reciclagem de plástico, a média do país aponta para quatro a cinco quilos de plástico por ano, uma quantidade que o especialista disse ultrapassar 30 quilos por habitante/ano com o sistema de tratamento mecânico e biológico.

Esse sistema já modernizado está instalado nos distritos de Castelo Branco, Portalegre e Covilhã e será concretizado em Guimarães.

"Porto e Lisboa não têm esse sistema [e assim] não vão conseguir atingir a meta de reciclagem", disse Rui Berkemeier.

Nos casos de Lisboa e Porto, "a hipótese é instalar unidades de tratamento que permitem reciclar os resíduos ou aumentar a capacidade de incineração, ora o custo de investimento para as unidades de tratamento que permitem reciclar os resíduos é substancialmente inferior ao custo de novas unidades de incineração", alertou.

Em sistemas de grande dimensão, como a Amarsul (Setúbal), Suldouro (Gaia e Vila da Feira) e Algar (Algarve) devia ser aumentada a capacidade dos sistemas de tratamento mecânico e biológico para "reciclar mais e reduzir substancialmente os resíduos a enviar para aterro".

O Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território está a preparar um novo plano para os resíduos urbanos, para 2013 a 2020, a partir da obrigação comunitária de reciclar metade dos resíduos urbanos.

fonte:http://www.rtp.pt/

publicado por adm às 11:11

Junho 08 2013

O Hospital de Braga remeteu para reciclagem 96 toneladas de papel e plástico em oito meses. Os números espelham o trabalho que a instituição de saúde tem desenvolvido em termos de práticas de protecção ambiental, fruto das medidas implementadas e do compromisso no âmbito do projecto EcoHopsital.
O projecto, que está a ser implementado em todos os serviços da unidade e que conta com a colaboração de profissionais de saúde e utentes, prevê a separação de resíduos recicláveis.
Também como produtor de óleos lubrificantes usados, o Hospital de Braga associou-se à Ecolub, entidade em Portugal que está licenciada como entidade Gestora do Sistema de Gestão de Óleos Usados.
Ontem, e como forma de assinalar o Dia Mundial do Ambiente, a unidade hospitalar colocou um pilhão, um ponto electrão e um oleão à entrada das instalações, iniciativa que surge no âmbito da parceria com a Braval, iniciada o ano transacto.
A colocação destes equipamentos tem como objectivo sensibilizar não só os colaboradores como toda a comunidade envolvente para as boas práticas ambientais, nomeadamente neste caso a importância de reciclar pilhas e baterias usadas de tele-móveis, resíduos eléctricos e electrónicos fora de uso e de pequenas dimensões e óleos alimentares usados.
“Esta é uma chamada de atenção para a necessidade de proteger o ambiente, já que por aqui passam milhares de pessoas todos os dias. Queremos sensibilizar não só os utentes, mas também os próprios funcionários já que muitos deles usam os transportes públicos e passam por aqui ”, refere o presidente da comissão executiva, João Ferreira.
Recorde-se de que no início do ano, o Hospital de Braga recebeu a Certificação Ambiental, tornando-se no primeiro do norte do país e o segundo a nível nacional a obter a garantia de cumprimento de todos os requisitos legais nesta área. 
“Cada vez o processo se torna mais exigente. Temos que garantir que aquilo que fizemos não volta para trás e, ao mesmo tempo, ter novas actividades em prol do ambiente”, prossegue o presidente da comissão executiva do hospital de Braga.


fonte:http://www.correiodominho.com

publicado por adm às 13:01

Outubro 30 2012

Levantamento divulgado pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas) informam que o país reciclou 248,7 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas, das 253,1 mil toneladas disponíveis no mercado em 2011. Com isso, o índice de reciclagem de latas de alumínio para bebidas atingiu 98,3%, mantendo o Brasil na liderança mundial desde 2001. Segundo dados das duas entidades, foram recicladas no ano passado 18,4 bilhões de embalagens, o correspondente a 50,4 milhões/dia, ou 2,1 milhões/hora.

Segundo o diretor-executivo da Abralatas, Renault de Freitas Castro, a indústria fabricante de latas para bebidas vem investindo continuamente para atender a demanda. "o setor ampliou em 2012 a capacidade produtiva em 9,5%, saindo de 21 bilhões para 23 bilhões de unidades/ano, para uma expectativa de crescimento de 7% no consumo de latas".

Carlos Roberto de Morais, coordenador da Comissão de Reciclagem da Abal, comemora mais um recorde na reciclagem das latas de alumínio e explica, "esse resultado tem como base uma cadeia estruturada há mais de 20 anos, que garante uma demanda forte e consistente e que remunera todos os elos envolvidos".

Segundo o estudo, a coleta de latas de alumínio para bebidas injetou R$ 645 milhões na economia nacional. Além disso, por consumir apenas 5% de energia elétrica, quando comparado ao processo de produção de metal primário, a reciclagem das 248,7 mil toneladas de latas proporcionou uma economia de 3.780 GW.h ao país, número equivalente ao consumo residencial anual de 6,5 milhões de pessoas, em dois milhões de residências.

fonte:http://www.monitormercantil.com.br/

publicado por adm às 23:09

Outubro 25 2012

De forma a desenvolver uma adequada gestão de resíduos sólidos e urbanos, a autarquia de Celorico de Basto estabeleceu um protocolo de colocação de contentores para recolha de velas e cirios dos cemitérios tendo como fim o seu reaproveitamento ou reciclagem. 
O presente protocolo implica a colocação de 24 contentores nos cemitérios do concelho e a gestão dos mesmos. Esta tarefa é da responsabilidade da empresa “Ceradenovo, lda” a quem é dada a exclusividade de recolha dos resíduos pelo município de Celorico de Basto. As duas entidades veem-se assim na responsabilidade de respeitar as cláusulas descritas no protocolo para que o mesmo vigore pelo tempo estipulado que são quatro anos com renovação automática. 
Este protocolo permitirá uma recolha seletiva de resíduos que normalmente eram colocados no lixo normal e seguiam para os aterros. Neste caso, desenrola-se o processo de triagem dos resíduos que poderão ser reaproveitados sendo o restante encaminhado para a reciclagem. 
A autarquia tem tido uma preocupação rigorosa no que respeita ao meio ambiente visto ser uma área maioritariamente rural e com características saudáveis que não pretende ver alteradas. “Em Celorico de Basto respira-se ar puro e não queremos que esse facto, tão importante, se altere. Por isso, temos feito um trabalho importante no que respeita à gestão dos resíduos sólidos e urbanos de forma a garantir um futuro mais apelativo para as gerações vindouras”, referiu o presidente da Câmara Municipal, Joaquim Mota e Silva. 
Importa mencionar que todos os materiais usados na construção dos contentores de recolha dos resíduos seguem as regras ambientais da União Europeia.

fonte:http://www.correiodominho.com

publicado por adm às 23:18

Outubro 19 2012

O lixo eletrônico, também conhecido como e-lixo, é gerado pelas constantes mudanças tecnológicas dos computadores e celulares. Cerca de 50 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos são jogadas fora, todos os anos, pela população do mundo. No Brasil, algumas empresas encontraram na reciclagem de aparelhos descartados uma boa oportunidade de mercado.

Hoje existe mais de um celular por brasileiro. Toda hora surgem modelos novos, toda hora as pessoas estão trocando os aparelhos. Mas o que fazer com os velhos e ultrapassados? E não só celulares. TVs, sons, computadores que a gente não quer mais. A solução é o descarte correto e a reciclagem dos eletrônicos. Um lixo que vale dinheiro.

Computadores velhos, TVs e celulares descartados. Quando os aparelhos eletrônicos ficam obsoletos, o empresário Marcus Oliveira entra em cena, recolhe e trata o lixo eletrônico das empresas.

“Hoje, só no Brasil, a gente tem mais de um aparelho celular para cada habitante. E além dos computadores, eletrônicos, tudo isso mais, a cada dia vai sendo muito mais rápido descartado. E vai gerando um volume muito grande”, afirma o empresário.

O negócio ganhou impulso com uma lei do governo federal de 2010, que obriga as empresas a cuidar do lixo eletrônico, para não contaminar o meio ambiente. A lei estabelece que o consumidor deve devolver os produtos usados nos mesmos lugares da compra. E as lojas que comercializam os produtos são obrigadas a levá-los ao centro de triagem mais próximo.

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“A lei é a Política Nacional dos Resíduos Sólidos que institui diretrizes de como se destinar corretamente todo tipo de resíduos sólidos no Brasil, entre eles, é citado na lei o resíduo eletroeletrônico. Ela traz oportunidades para o negócio porque imputa sobre fabricantes, importadores e grandes empresas, ou todo tipo de empresa, a responsabilidade de destinar corretamente os seus resíduos eletroeletrônicos”, explica Ronilson Rodrigues Freitas, da Associação Brasileira de Reciclagem.

A empresa de Oliveira cobra a partir de R$ 0,40 por quilo de material recolhido. Se for para rastrear e destruir arquivos, esse valor pode chegar a mais de R$ 2 por quilo.

Segundo o empresário, com R$ 50 mil dá para montar uma pequena empresa de recolhimento de lixo eletrônico. O valor é para a estrutura física do negócio e para obter a licença ambiental de funcionamento.

“Tem oportunidades para os novos pequenos empresários que podem investir num negócio de manufatura reversa de equipamentos eletrônicos e a gente pode inclusive, dar todo o apoio para essa empresa. De quer forma? Adquirindo deles placas eletrônicas, por exemplo, que são fonte de receita”, revela Oliveira.

Na empresa, o lixo eletrônico é desmontado a mão, peça por peça. Depois, separado por categoria. Metais, plásticos, baterias. Eles são entregues para empresas especializadas em reciclagem ou descarte.

Parte do lixo vale dinheiro. É o caso das placas eletrônicas de computadores. Elas contem 17 tipos de metais. Alguns dá para ver fácil. Tem o cobre, o alumínio, o ouro - uma camada bem fininha. Em uma caixa, por exemplo, há mais de 30 gramas de ouro.

Marcus vende as placas eletrônicas para empresas na Europa, que extraem os metais.
As carcaças plásticas dos eletrônicos são vendidas para uma empresa nacional de reciclagem, e viram mais um negócio. São 230 toneladas por mês de resíduos plásticos.

“Acredito que faça muita diferença para o meio ambiente, porque imagina só um resíduo industrial, indo para um aterro, os aterros todos superlotados, incineração também, muito difícil encontrar, custo muito caro, acredito que 230 toneladas que a empresa faça hoje têm um retorno bem significativo ao meio ambiente”, diz Eduardo Roberto Golçalves, da empresa de reciclagem.

Os clientes querem matéria-prima com qualidade de nova e preço de velha. Para isso, o essencial é não misturar plásticos variados. Entra em cena uma mão de obra diferente: um especialista em cheiros.

“Raspando, a gente sente o odor do material. Esse aqui é poliestireno. Esse é outro tipo de plástico é ABS. É usado na parte de eletrônicos”, explica Rafael Batista, classificador de plástico.

O plástico separado é moído e depois limpo de resíduos. Quanto mais puro, maior o valor. É uma caça às impurezas. Ela passa um imã pelo plástico triturado em busca aos corpos estranhos. “É muita coisa. 50 quilos por dia.”

O plástico segue para a próxima etapa, em um equipamento chamado estrusora. É conhecida como máquina de fazer macarrão. Ela é bem barulhenta. Derrete o plástico e solta em fios tipo espaguete, em temperatura de 300 graus. Depois, mergulha na água e corre por uma banheira comprida, onde o material esfria e endurece.

A secagem ocorre em vassouras improvisadas e vai para o granulador, de onde sai o macarrão, em forma de grãos. Depois é só embalar e vender. Depois do processo, o lixo de plástico vale R$ 4 o quilo e é muito disputado pelo mercado.

O granulado é vendido para outra empresa onde, finalmente, o lixo plástico volta a ser produto.

Ele é derretido e transformado em peças de comunicação visual: acabamento para banners e cabos de bandeira. Com a matéria-prima reciclada mais barata, os produtos custam até 50% menos que os feitos de material virgem.

“É para empresa que quer comprar mais barato. E beneficia nós também, os empresários, porque nós temos também um custo menor. Dá para ter uma margem sim, mas beneficia tanto um quanto o outro”, relata a empresária Vanda Guerra.

O mercado de reciclados é crescente. Por ano, o Brasil gera mais de três quilos de lixo eletrônico por habitante. Agora, a lei força a redução dessa quantidade e surgem as oportunidades de negocio.

“Nós não paramos de comprar eletroeletrônicos. Qualquer consumidor não para de comprar. Quantos mais compramos, mais esse mercado vai ter. A gente une os 2 mercados do futuro: informática e sustentabilidade, unidos num mercado só. Então esse mercado é crescente e duradouro”, diz Freitas, da associação de reciclagem.

Fonte: G1

publicado por adm às 23:49

Setembro 27 2012

A Lipor -Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto acumulou em seis anos 502 toneladas de tampas em plástico de embalagens, para reciclagem, resultando numa receita de mais de 327 mil euros.

A Lipor decidiu associar-se em 2006 ao movimento nacional de recolha de tampinhas, encontrando-se, desde então, a recebê-las e a canalizá-las para a reciclagem. O valor da venda das tampinhas reverte integralmente a favor da compra de material/equipamento ortopédico e similar para doação a instituições e particulares com comprovada necessidade. 

Entre Abril de 2006 e Dezembro de 2011, no âmbito da realização de sete fases da Operação Tampinhas, a Lipor apoiou 269 entidades com um total de 895 equipamentos. 

No âmbito deste projecto, a Câmara da Maia e a Lipor entregaram, quarta-feira à tarde, duas cadeiras de rodas. 

As tampinhas a entregar na Lipor devem ser obrigatoriamente de plástico, preferencialmente de líquidos alimentares, e devem ser acondicionadas em sacos de plástico transparentes limpos. 

A Lipor é a entidade responsável pela gestão, valorização e tratamento de resíduos urbanos produzidos por oito municípios do Grande Porto (Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo e Vila do Conde).

fonte:http://ecosfera.publico.pt/

publicado por adm às 23:10

Setembro 05 2012

A Usifort é pioneira do Nordeste na reciclagem dos resíduos que antes eram despejados em aterros sanitários

Em 1977, o empresário Marcos Kaiser levou para o Sindicato da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) uma ideia que soou como utópica e sem chances de ser concretizada. Ele propunha o uso de todo o entulho das construções demolidas para a fabricação, após processo de reciclagem, de novos imóveis.


Maquinário da usina é capaz de separar o concreto do ferro dentro da obra demolida fotos: JL Rosa

Os mais céticos chegaram a dizer que "o cara era um lunático, um louco". Passados 15 anos, o "devaneio" se transformou num rentável negócio e, o que é mais importante para a sociedade, trazendo ganhos para a natureza, que é poupada para obtenção de matéria-prima a ser usada no processo produtivo de novos materiais de construção.

Pioneira na região do Nordeste, a Usina de Reciclagem de Fortaleza (Usifort) vem expandindo suas atividades e atualmente é capaz de processar 200 toneladas de resíduos por hora.

Sem impacto

"Hoje, a Política Nacional de Resíduos Sólidos torna obrigatório o aproveitamento de tudo aquilo que pode ser reutilizado. Ela, portanto, tornou o reúso e a reciclagem obrigatórios. Em relação aos entulhos, os ganhos são expressivos pois, além de evitarmos novas intervenções danosas na natureza, evitamos, por exemplo, o impacto de mais caminhões rodando, gastando combustível e produzindo monóxido de carbono", explica.


Através do uso de tratores, o entulho, já parcialmente triturado, é encaminhado até uma pulverizadora a fim que os diversos materiais sejam segregados

A Usifort, localizada no quilômetro seis da BR-116, tem estocado 300 mil metros cúbicos de resíduos resultantes de demolições. O montante é suficiente para a construção de 50 mil casas, segundo Marcos Kaiser. Com o que um dia foi tratado como entulho ou lixo, a usina fabrica uma linha de produtos ecológicos que inclui a brita, concreto, brita corrida, meio-fio, manilhas, boca-de-lobo, estacas, tampa para bueiros, pó de pedra e multimistura.

Tijolo ecológico

Além desses itens, um dos carros-chefe da empresa é o tijolo ecológico. Ele é feto do chamado resíduo classe "A" reciclado e misturado ao cimento. É prensado e curado, no mínimo, por um período de sete dias. O processo não utiliza a queima de lenha. Marcos assegura que "ele pode ser utilizado em qualquer tipo de edificação, principalmente onde se busca rapidez, o menor custo e a beleza no acabamento".

A prática de recolher o entulho para reciclar na usina está dando lugar ao trabalho in loco. Graças à aquisição de um equipamento chamado pulverizador, capaz de fazer a separação do resíduo -concreto e ferro- na própria obra demolida e, através da unidade móvel de britagem, construir os tijolos. "A prensa hidráulica de blocos ecológicos nos permite não retirar um só grão de areia da natureza e não queimar nenhuma árvore, evitando soltar monóxido de carbono na natureza", destaca o empresário Marcos Kaiser.


O tijolo ecológico é todo feito a partir do material que foi reciclado das construções demolidas e pode ser utilizado em qualquer tipo de edificação

Uma máquina chamada britadora/impactadora facilita o trabalho. Ela recebe o entulho, realiza a separação magnética do ferro e produz o agregado reciclado que vai ser usado para a confecção dos produtos. O plástico e a madeira que são separados no processo de reciclagem são encaminhados às cooperativas que trabalham com esses resíduos.

Gesso

Outro material que está sendo aproveitado em parte é o gesso. Sua destinação é o campo. "Pode ser utilizado como corretivo do solo. Exceto se tiver sido pintado. Nesse caso, por enquanto, não tem jeito, já que a tinta pode contaminar o solo por ocasião do período chuvoso".

Para se ter uma ideia da precisão com que tudo é devidamente segregado, é possível encontrar na usina grande quantidade de paralelepípedos retirados das ruas antigas de Fortaleza, como a Barão do Rio Branco, por exemplo. Alguns deles, a julgar pelo tamanho- um pouco maior do que os convencionais-, são da época do Império.

Ocupando uma área de 30 mil metros quadrados, a usina negocia com a Prefeitura um espaço maior, de 50 mil metros quadrados. "O nosso objetivo é manter todo o resíduo produzido aqui mesmo na Cidade. Transferi-lo para outro local, além do impacto com o transporte indevido causa perda de arrecadação, pois os impostos pagos iriam para outra prefeitura", frisa Kaiser.

Apartamentos

No local onde funciona hoje a Usifort, existe projeto para a construção de 580 apartamentos totalmente ecológicos. "Além do material usado na edificação dos imóveis, seu funcionamento será dos mais sustentáveis. A ideia é reaproveitar todo tipo de resíduo que for gerado, inclusive os orgânicos, que alimentarão um biodigestor que vai gerar o gás para consumo dos próprios moradores, além do reúso da água, somente para citar dois exemplos".

Presidiários

Outra prática da usina que está sendo renovada é o uso da mão de obra de ex-presidiários. "Estamos em negociação com o Conselho Nacional de Justiça para firmarmos um convênio para ressocialização daquelas pessoas condenadas a cumprir penas alternativas. Essa é uma tradição nossa. Por aqui já passaram cerca de 50 ex-presidiários. A nossa ideia é colocar para trabalhar mais de mil deles na construção civil", revela.

A empresa planeja a expansão dos negócios. Está prestes a abrir uma outra sede, desta feita, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), mais precisamente, no município de Caucaia. Uma área de aproximadamente 30 mil metros quadrados está sendo negociada com a Prefeitura local, às margens da BR-020, no quilômetro dois.

Dentre as principais obras realizadas em Fortaleza nos últimos anos com a participação da Usifort, podemos citar o recém inaugurado Centro de Feiras e Eventos, a Central de Pequenos Negócios (novo Beco da Poeira) e a Avenida Maestro Lisboa.

Estoque

300 mil metros cúbicos de resíduos sólidos (entulhos) estão estocados na Usifort, o suficiente para bancar a construção de nada menos que 50 mil moradias

fonte:http://diariodonordeste.globo.com/m

publicado por adm às 09:56

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