Reciclagem

Outubro 11 2010

Gerar trabalho e renda a partir de lixo e objetos que ninguém mais utiliza em casa. Assim tem sido a atuação da Cooperativa de Reciclagem de Lixo (Cooprec), que existe há 12 anos no Jardim Conquista, na região leste de Goiânia (GO). São 27 cooperados que trabalham desde a parte administrativa até a reciclagem dos itens entregues pela Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). 

Por mês, do total de 2 toneladas de lixo recolhidos pela Coleta Seletiva de Goiânia e deixados na Cooprec, 70% são aproveitados. De segunda a sexta-feira, em uma média de oito horas de trabalho diário, os cooperados realizam a separação dos itens, como latinhas, papel, papelão e garrafa PET, que depois são prensados e comercializados para fábricas em todo o Brasil. Para manter a cooperativa em plena atividade, são gastos R$ 8 mil por mês. 

O preço de cada item pode variar de R$ 0,04 a R$ 2. A latinha é comercializada a R$ 2 o quilo, assim como a garrafa PET. Já o papel tem valor menor, cerca de R$ 0,30 o quilo. Segundo a cooperada e presidente da Cooprec, Lúcia Ivani Pinheiro, todo dinheiro arrecadado é dividido entre os cooperados, de acordo com o trabalho realizado. A renda pode chegar a mais de R$ 500 por cooperado. Além da venda dos produtos para fábricas em todo o Brasil, a Cooprec produz artesanato, papel reciclado, e matéria-prima para mangueiras. 

Opção de renda
Em 2003, aos 53 anos, Maria José ficou desempregada e encontrou sérias dificuldades para retornar ao mercado, principalmente por causa da idade. Foi então que encontrou apoio na Cooprec para voltar a ter uma fonte de renda. Como tinha sonho de se aposentar, Maria começou o trabalho na cooperativa e quando conseguiu o benefício não deixou o emprego. Para ela, além do dinheiro, a Cooprec tem a vantagem de ser um ambiente acolhedor. “Hoje, com 60 anos, não penso em deixar a atividade, já que me faz muito bem e as pessoas com quem trabalho são especiais", completa Maria. 

A cooperativa foi criada em 1998, a partir do projeto do jornalista Washington Novaes, que atuava na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). O projeto promove a educação ambiental, inclusão social, reciclagem de lixo e geração de renda para cooperados. Por meio de verba federal, foram investidos cerca de R$ 730 mil para construção da cooperativa, que possui infraestrutura completa, com depósito, máquinas, caminhões e trator. Na etapa de construção da cooperativa, o Sebrae em Goiás atuou como parceiro por meio da oferta e realização de cursos de cooperativismo e consultorias. 

Lei de Resíduos Sólidos
Sancionada em agosto deste ano, a Lei 12.305 institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que regulamenta a destinação final dos lixos produzidos. Entre as diretrizes do PNRS está a proibição do lançamento de resíduos sólidos em praias, rios e lagos e de queimadas de lixo a céu aberto. A política incentiva também a reciclagem e compostagem – transformação do lixo em adubo – e proíbe a coleta de materiais recicláveis em lixões ou aterros sanitários. 
Além dessas diretrizes a PNRS estabelece: incentivo às cooperativas de catadores; planos de resíduos sólidos; educação ambiental; inventários e o sistema declaratório anual de resíduos sólidos; e coleta seletiva.

fonte:revistapegn.globo

publicado por adm às 22:52

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