Reciclagem

Novembro 01 2011

Uma pesquisa conduzida pela National Geographic e GlobeScan, em 17 países, revela: o Brasil está na segunda colocação no Índice de Comportamento Ambientalmente Sustentável. Em outras palavras, isso revela um bom avanço do País em quatro quesitos pesquisados, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido até uma situação ideal.

Esta foi a conclusão dos participantes do Ciclo de Debates Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade), que acompanharam a divulgação dos resultados da pesquisa semana passada, na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).

“Percebemos que há uma preocupação crescente do consumidor brasileiro por produtos de menor impacto ambiental, por embalagens mais sustentáveis, por hábitos mais saudáveis. A pesquisa confirma essa situação, mas indica que podemos melhorar ainda mais nossos comportamentos”, avaliou Renault Castro, diretor executivo da Abralatas.


Segundo Tove Malmqvist, gerente de pesquisa da Global Insights & Strategy, GlobeScan Inc, o resultado obtido pelo Brasil, junto a seu mais recente desempenho no cenário internacional, tem despertado muito interesse por parte de grandes instituições e empresas multinacionais. O estudo mede o desempenho em itens como moradia, transporte, alimentação, além de bens e produtos.

O Brasil obteve bom desempenho no item moradia, sobretudo pela economia de energia em comparação com países mais frios, que têm o consumo elevado pela necessidade de sistemas de aquecimento. No que se refere ao transporte, a pesquisa concluiu que os brasileiros, em geral, moram mais próximos do local de trabalho, compartilham o carro e utilizam o transporte público, fatores que determinam menor consumo de combustível.

Já no fator alimentação, o Brasil não está muito bem colocado na pesquisa. Segundo Tove Malmqvist, o hábito brasileiro de consumir carne vermelha e hábitos alimentares, como baixo consumo de fruta e verduras, não estão melhorando. No quarto e último item aferido, relacionado ao consumo de bens e produtos, a gerente da GlobeScan afirma que o país está “relativamente bem, posicionando-se contra produtos nocivos ao Meio Ambiente”.


Reciclagem de latas de alumínio

Um dos participantes do evento, o economista Claudio Frischtak, presidente da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios e diretor internacional do Growth Center, aponta o desempenho do Brasil na reciclagem de latas de alumínio como um dos indicadores do estágio em que o Brasil se encontra na relação entre desenvolvimento econômico e preservação do Meio Ambiente.

Segundo o consultor, o Brasil vivia o que ele chama de “escolha de Sophia”, fazendo a opção entre maior preservação ou mais crescimento. Agora o País estaria vivendo uma fase de transição para a economia verde, baseado no uso inteligente dos recursos, em princípios de proteção, preservação e reutilização.


“Não precisamos abrir mão de empregos e condições de vida se quisermos proteger o Meio Ambiente e crescer”, acredita ele. A transição para a economia verde, segundo Cláudio Frischtak, no entanto, “não acontecerá de forma automática, exigindo estímulos por meio de políticas públicas”.

O diretor executivo da Abralatas, Renault Castro, defendeu um tratamento mais isonômico para os produtores de alumínio e de latas de alumínio. “Não queremos privilégios, mas que o setor tenha isonomia em relação a outros tipos de embalagens e que a cadeia de reciclagem seja desonerada”. Como exemplo, cita a incidência do ICMS sobre o mesmo produto que, no caso de uma lata de alumínio, pode ocorrer 12 vezes em um ano. “O ciclo de vida da lata é de 30 dias, o que significa que, num ano uma mesma lata entra 12 vezes no mercado, sendo tributada em cada uma das vezes”, o que não acontece com outras embalagens.


Na liderança mundial


No mesmo evento, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas) e a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) divulgaram o novo índice de reciclagem de latas de alumínio para bebidas, que, pelo décimo ano consecutivo, é o maior do mundo.

O país reciclou 239,1 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas, das 245 mil toneladas disponíveis no mercado em 2010. Com isso, a reciclagem atingiu 97,6% das latas comercializadas, o equivalente a 17,7 bilhões de unidades.  


Renault Castro, da Abralatas, destaca que a indústria fabricante tem acompanhado o aumento da demanda, com investimentos de mais de US$ 765 milhões. “Esses investimentos aumentarão em 50% a atual capacidade instalada do setor, elevando-a para 25 bilhões de latas/ano”, ressalta.  

Para o coordenador da Comissão de Reciclagem da ABAL, Henio De Nicola, o resultado superou as expectativas do setor. “O índice de reciclagem de 2010 foi muito próximo ao recorde de 98,2% atingido em 2009, mostrando a maior eficiência da reciclagem, que absorveu e acompanhou o significativo incremento da produção e comercialização de latas de alumínio. É um feito para se comemorar, pois ratifica a hegemonia do País no cenário mundial da reciclagem”. 

fonte:http://eptv.globo.com/

publicado por adm às 11:03
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