Reciclagem

Setembro 27 2011

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, incluindo um estudioso de origem indiana, desenvolveram um novo método para reciclar baterias de chumbo-ácido, com potencial de transformar a indústria de reciclagem de baterias.

O método utiliza reagentes orgânicos (derivados de fontes renováveis) para reciclar a pasta de chumbo - de resíduos de baterias. O processo tem vantagens consideráveis em relação aos métodos de alta temperatura, que são convencionalmente usados para reciclar pastas de baterias em chumbo metálico.

O processo, desenvolvido por Vasant Kumar e seus colegas de pesquisa do Departamento de Ciência Materiais e Metalurgia, usa menos energia, produz menos emissões tóxicas, é mais rentável do que os métodos atuais tanto em grande quanto em pequena escala e o produto pode ser otimizado para uso direto como o precursor para a fabricação de pasta de bateria nova.

Kumar apresentou a tecnologia no começo deste mês na International Secondary Lead Conference em Hyderabad, na Índia.

Baterias de chumbo-ácido estão em ampla utilização em todo o mundo, principalmente em automóveis e outras aplicações industriais. Elas possuem custos relativamente baixos, têm uma grande relação potência-peso e pode ser recarregada muitas vezes. Eventualmente, porém, o desempenho degrada e as baterias devem ser recicladas, mas o chumbo é altamente tóxico para plantas e animais.

Na América do Norte e Europa, mais de 95% das baterias são recicladas, pois existe uma infra-estrutura de reciclagem bem estabelecida. Nos países em desenvolvimento como Índia, China e Rússia, a mesma infra-estrutura ainda não existe, e o uso do automóvel está se expandindo rapidamente.

No passado, houve pouca regulamentação da reciclagem de baterias em muitos desses países e o uso de fundição de quintal de alta periculosidade era comum.

Ao longo dos últimos anos, tem havido uma crescente regulação controlando o uso e a reciclagem de chumbo nos países em desenvolvimento, embora o método convencional de reciclagem utilizado no ocidente seja economicamente viável somente em grande escala, tornando-se muito caro para pequenos operadores.

O processo convencional envolve a desmontagem e derretimento da bateria gasta em fornos de fundição a temperaturas de mil graus, derramando o chumbo derretido em moldes, retirando todas as impurezas, e então derretendo novamente para uso em baterias novas.

O processo de Cambridge desenvolvido pelo Dr. Kumar e seus colegas recupera diretamente o óxido de chumbo a partir da pasta de bateria gasta. A pasta de bateria é misturada ao ácido cítrico e os cristais resultantes são aquecidos a uma temperatura de 350ºC, resultando em uma mistura de chumbo e óxido de chumbo, que podem ser utilizados para a fabricação de uma nova pasta de bateria. Com informações do Conference Works.

Redação CicloVivo

fonte:http://www.ciclovivo.com.br

publicado por adm às 21:50

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