Reciclagem

Setembro 05 2011

As lâmpadas economizadoras têm muitos benefícios para o utilizador, mas podem ser muito prejudiciais para o meio ambiente se não forem devidamente recicladas.

"A nível energético, consumem menos e em mais tempo. Mas para o planeta, a lâmpada económica traz mais malefícios do que a incandescente porque na sua produção são utilizadas matérias que depois têm de ser recicladas, enquanto as antigas não tinham esse problema para o meio ambiente", disse Paulo Jorge, responsável pela área projecto na empresa de lâmpadas Sylvania.

Afirmando que "há muitas lacunas na informação transmitida ao mercado" quanto às lâmpadas economizadoras, Paulo Jorge insistiu que é "essencial" fazer-se uma "reciclagem correcta".

"Se existir uma reciclagem correcta, a lâmpada traz benefícios. Se não, traz problemas. Tudo depende da consciência das pessoas", afirmou.

Em causa está o mercúrio que algumas empresas ainda utilizam na produção daquelas lâmpadas e o trisfósforo, o seu principal componente.

O responsável considera que o controlo do destino das lâmpadas depois do seu fim de vida terá de ser feito pelas entidades oficiais junto das empresas que fazem essa reciclagem.

Ao consumidor basta-lhe colocar as lâmpadas que já não funcionam no contentor próprio ou nas lojas.

Para Paulo Jorge, o único "senão" para o consumidor poderá ser o preço, ligeiramente mais elevado do que o das incandescentes, que é explicado pelo aumento do preço do trisfósforo.

"O trisfosforo, o principal componente, está a escassear a nível mundial. Houve um aumento entre 10 e 40% no valor das lâmpadas para o mercado só este mês", disse.

Para competirem com as lâmpadas económicas, começam a aparecer as LED, mas ainda são muito caras para o consumidor final.

"Para a maioria das casas não justifica o investimento. Elas são muito rentáveis para grandes utilizadores: escritórios, hotéis ou centros comerciais, que tenham utilização diária superior a 10 horas. Começa a compensar após 14 meses", afirmou.

Apesar de, numa habitação familiar, se sentir uma redução imediata do consumo na factura, tem de fazer um investimento 10 a 15 vezes maior.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

publicado por adm às 22:38

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