Reciclagem

Dezembro 25 2010

Uma empresa de Barcelona desenvolveu uma nova tecnologia de reciclagem de embalagens da Tetra Pak que converte o plástico em energia e “recupera com grande pureza” o alumínio, permitindo a reutilização total daquelas embalagens.

A nova tecnologia - um processo de decomposição por acção do calor na ausência de oxigénio intitulado pirólise - foi desenvolvida pela Stora Enso Barcelona, fabricante de cartão. Permite o aproveitamento de todos os componentes das embalagens de cartão para alimentos líquidos (ECAL), estimulando a sua recolha selectiva e prevenindo o envio de resíduos para aterros sanitários.

Como a temperatura de fusão de ambos os materiais é distinta, a nova tecnologia permite separar o plástico e o alumínio mediante a aplicação de altas temperaturas (400ºC), numa câmara livre de oxigénio, que efectua movimentos semelhantes a uma máquina de lavar.

O plástico gasifica-se e separa-se completamente do alumínio que é recuperado com “grande pureza”, segundo explicou à Lusa Juan Vila, gerente da fábrica Stora Enso em Barcelona.

No fabrico de cartão, a Stora Enso utiliza cerca de 90 por cento de matérias-primas provenientes da reciclagem, entre as quais as ECAL. Num total de 60 mil toneladas de embalagens utilizadas anualmente na Stora Enso, esta unidade vai reaproveitar cerca de 1250 toneladas de alumínio e gerar, através do polietileno (convertido em vapor), cerca de 20 por cento da energia que a fábrica necessita.

Explicando as vantagens da nova tecnologia, Juan Vila diz que produz gás que tem o mesmo poder calorífico que o gás natural. Outra vantagem é a produção de alumínio: por dia são produzidas entre três e quatro toneladas que depois são vendidas.

Trata-se de uma tecnologia “simples”, que se encontra numa fase de prova. “Ainda não alcançámos um período de estabilidade, agora temos de fazer ajustes”, comentou Juan Vila.

Com a ajuda e assistência técnica de Tetra Pak, a Stora Enso começou o processo de pirólise no verão passado, implementando uma versão piloto com uma capacidade de 1000 toneladas de embalagens.

Dez por cento das embalagens da Tetra Pak que a Stora Enso recebe para reciclagem provêm de Portugal. A nível europeu, uma média de 34 por cento das embalagens da Tetra Pak são reciclaras após o seu uso.

“Em linha com o seu posicionamento ambiental, a Tetra Pak tem tido um papel muito activo em estimular o desenvolvimento de novas tecnologias complementares aos processos existentes de reciclagem das suas embalagens”, explicou Vera Norte, directora de comunicação da Tetra Pak.

“É com orgulho que assistimos ao lançamento desta nova tecnologia, que permite não só reciclar, como reaproveitar na íntegra todos os componentes das nossas embalagens” concluiu.

fonte:ecosfera

publicado por adm às 21:31

Dezembro 23 2010

A Ecopilhas - Sociedade Gestora de Resíduos de Pilhas e Acumuladores, recolheu 2,2 milhões de unidades de pilhas nos primeiros quinze dias do 2º. Peditório Nacional de Pilhas e Baterias Portáteis, campanha que continua em curso até 31 de Dezembro.

O resultado da recolha. 2º. Peditório Nacional de Recolha de Pilhas e Baterias Portáteis reverte para a aquisição de um aparelho de diagnóstico, um Ortopantomógrafo, para o Instituto Português de Oncologia de Lisboa. Este aparelho possibilita o diagnóstico de densidade de massa óssea de doentes oncológicos, contribuindo para optimizar o seu tratamento.

“Apesar do balanço dos primeiros dias da campanha ser muito positivo e animar continuamos a apelar à ao contributo de todos, pois só assim conseguiremos ultrapassar os quatro milhões de unidades de pilhas e baterias necessários para a aquisição do equipamento de diagnóstico”, refere Eurico Cordeiro, Director Geral da Ecopilhas.

As pilhas e baterias portáteis usadas podem ser depositadas nos mais de 16.000 mil pontos de recolha, nos Pilhões, espalhados pelo comércio tradicional e pelos supermercados, em Ecopontos, e ainda nas sucursais do Millennium BCP.

Fonte: Ecopilhas

publicado por adm às 23:11

Dezembro 14 2010

A partir de Janeiro de 2011 o concelho de Sines vai dispor de um sistema de recolha de óleos alimentares usados para reciclagem. Os oleões serão instalados em 12 pontos do concelho, nove na cidade de Sines e três em Porto Covo.

O sistema de recolha de resíduos de óleos alimentares domésticos é gerido pela Ambilital, empresa intermunicipal da Associação de Municípios Alentejanos para a Gestão do Ambiente (AMAGRA), de que o município de Sines faz parte. 

Em Sines, os oleões estarão disponíveis na Av. 25 de Abril, Quinta dos Passarinhos, rua Poeta António Aleixo, junto ao Mercado Municipal, rua da Floresta - Bairro Marítimo, junto ao pinhal do parque de campismo, rua Marquês de Pombal 
e rua José Pacheco.Em Porto Covo, os oleões serão instalados junto ao Mercado, junto à GNR e junto à entrada do Parque de Campismo de Porto Covo.

Em comunicado, a autarquia refere os cuidados a ter na deposição dos óleos:

- O óleo deve ir para reciclar o mais limpo possível (sem restos de comida), de modo a facilitar o seu tratamento; 
- O óleo deve ser colocado num recipiente que será depositado no oleão, ou seja, deposita-se o recipiente e não se derrama o óleo; 
- O óleo deve estar frio antes de ser colocado no recipiente para reciclar; 
- Os óleos alimentares não se devem misturar com óleos usados nos carros. Só após a reciclagem poderá ser transformado em biodiesel.

fonte:ambienteonline

publicado por adm às 22:58

Dezembro 13 2010

A Delta Q reciclou cerca de 477 mil cápsulas durante o ano de 2010, o equivalente a 10 toneladas de cápsulas de café e 12 toneladas de borra.

Este projecto pioneiro, que está a ser promovido pela Delta sob o nome de ReThink, tem como objectivo prolongar o ciclo do café, ajudando a repensá-lo de forma sustentável.

“Os consumidores Delta Q têm aderido massivamente à reciclagem das cápsulas, e temos consciência que essa adesão se deve inteiramente à sua própria consciência ambiental, à sensibilização através dos meios de comunicação social e sensibilização através dos pontos de venda próprios Delta Q”, explicou Rui Miguel Nabeiro, administrador da Delta Cafés, citado pelo CiênciaPT.

O responsável disse ainda que esta recolha – inédita e até hoje nunca conseguida – mostra a “preocupação do público em tornar os ciclos produtivos mais sustentáveis”.

“O pioneirismo deste projecto é inigualável a nível mundial”, continuou Rui Miguel Nabeiro.

O projecto ReThink tem como objectivo potenciar a reciclagem e a reutilização do resíduo produzido pelo acto de consumo: a borra do café. Com uma produção anual de 20 mil toneladas de café e um potencial de borra húmida que corresponde ao dobro deste valor, a Delta pretende com este projecto explorar oportunidades de valorização de um resíduo feito recurso, proveniente da sua actividade.

Em conjunto com sociedades científicas e tecnológicas – Instituto de Biologia Experimental e Tecnológico, Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Engenharia Industrial da Universidade Nova de Lisboa, o departamento de I&D da Delta está a estudar a aplicação das borras de café em áreas como a cosmética, nutrição, agricultura, biomateriais e energias.

O projecto ReThink decorre até 2011.

fonte:greensavers

publicado por adm às 23:09

Dezembro 06 2010

No Brasil, a média de lixo produzida por habitante é mais de um quilo por dia, ou seja, 185 mil toneladas/dia. Com números tão alarmantes, a preservação do meio ambiente deveria ser realidade cada vez mais presente no cotidiano de todos e missão de cada indivíduo. Pensando em colaborar para um mundo mais sustentável, Laise Albuquerque Rodrigues, moradora do Residencial Parque dos Príncipes, além de ser adepta à coleta seletiva, aposta na compostagem de lixo em sua própria casa. O exemplo poderia ser seguido por outras pessoas. 

Em recente estudo realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) constatou que cada brasileiro produz 1,152kg de lixo por dia. A cidade de São Paulo a média é de 1,259kg/dia, ficando atrás de Brasília, Rio de Janeiro e Salvador, com 1.698 kg/dia, 1.617 kg/dia e 1.440 kg/dia, respectivamente. Dos resíduos produzidos, 56,8% vão para aterros sanitários, 23,9% vão para aterros controlados (sem tratamento do chorume) e 19,3% terminam em lixões. 

Para conscientizar os moradores sobre a preocupação com a sustentabilidade e o meio ambiente, a Associação dos Proprietários do Residencial Parque dos Príncipes (APRPP), recentemente, promoveu palestra com Patrícia Blauth, bióloga e consultora em minimização de resíduos para tirar dúvidas sobre coleta seletiva, reciclagem e compostagem com os residentes do Parque. “Nós pretendemos instalar pelo menos um ecoponto para o descarte do lixo reciclável e contratar uma empresa responsável pela sua coleta”, informa Reinaldo Franco, presidente da APRPP. “O objetivo da iniciativa é incentivar a colaboração de todos, além de acabar com incômodo de alguns de não ter local para o descarte do material reciclável”, acrescenta. 

Ações como da moradora do Parque dos Príncipes ajudam a diminuir a quantidade de lixo que vão parar em aterros sanitários. Só no ano passado no Brasil, o volume de resíduos cresceu 7,7%, com 182 mil toneladas/ dia. Embora que o número de composto tenha crescido, a coleta seletiva avançou apenas 1,2% no mesmo período. Mesmo assim, alguns tipos materiais como, latas de alumínio (91,5), plásticos PET (54,8%), vidro (47%), papel (45%), alumínio (35,3) e plástico (19,4%) são componentes responsáveis pelo destaque do País na reciclagem, segundo dados da Abrelpe. 

Compostagem doméstica 

Percebendo essa realidade, a ilustradora Laise Albuquerque Rodrigues, moradora do Residencial Parque dos Príncipes, decidiu, há 5 anos, realizar a compostagem de lixo na sua casa. Ela conta que o que a motivou foi a consciência ecológica. “O intuito de diminuir a degradação do meio ambiente foi decisivo na minha escolha. Para isso fui à procura de informações e contei com o auxílio de amigo biólogo e de minha família”, informa. 

A ilustradora aproveita os resíduos orgânicos para fazer a compostagem. Para isso, a moradora do Residencial coloca os materiais em um tambor sobre a terra e retira a parte de baixo dele e fura as laterais. E no seu dia a dia, inseri cascas de legumes e frutas, folhas do jardim e restos de poda em camada no recipiente e, após 3 meses aproximadamente, o adubo resultante está pronto para ser usado no jardim de sua residência. “Depois que passei a adotar a técnica nunca mais precisei comprar produtos industrializados. Além disso, reduzi consideravelmente o lixo doméstico”, comemora. 

Laise explica que adota algumas regras para evitar o odor e a atração de bichos e insetos no seu quintal. Os cuidados ocorrem principalmente na separação dos resíduos orgânicos. Restos de carnes, gorduras, queijos, ou qualquer outro tipo de alimento de origem animal não entram no tambor de compostagem. Já as cascas de legumes e frutas, ovos, cereais, entre outros materiais, são bem-vindos. 

Ela também separa os materiais recicláveis do lixo orgânico. “Tanto a reciclagem como a compostagem do lixo é muito simples, não dá trabalho e já se tornou natural na família. Até separamos um cesto para cada material”, justifica. 

Mesmo com a iniciativa, Laise enfrenta dificuldades com a destinação do refugo reutilizável que separa todos os dias no seu lar. “Aqui no meu bairro não há coleta seletiva ou lugar próprio para deixar os produtos”, diz. A vontade de colaborar para ter um planeta melhor faz com que a moradora coloque o lixo no carro e leve até um local próprio. “Se cada um fizer a sua parte, ao invés de colocar obstáculos para não começar a reciclagem, com certeza iremos auxiliar na preservação ambiental”, completa.

fonte:pautas.incorporativa

publicado por adm às 23:10

Dezembro 06 2010

A Ecopilhas – Sociedade Gestora de Resíduos de Pilhas e Acumuladores lança esta segunda-feira o segundo peditório nacional de recolha de pilhas e baterias portáteis usadas. A iniciativa reverte a favor do Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO), através da oferta de um aparelho de diagnóstico para doentes oncológicos.

O peditório decorre até 31 de Dezembro e contempla uma campanha de publicidade em imprensa, rádio e televisão e uma acção de rua. Durante a iniciativa de rua serão distribuídos mini pilhões em edifícios de habitação e de empresas, nas zonas da Grande Lisboa e do Grande Porto. O Millennium BCP associou-se a esta acção colocando pilhões nas suas sucursais de Norte a Sul do país.

«Este é o segundo ano consecutivo que realizamos o peditório nacional de recolha de pilhas e baterias. Esta não é só mais uma campanha, é a nossa vontade de contribuir para o bem comum, ajudando o IPO, com a oferta de um aparelho de diagnóstico que irá permitir continuar a luta contra o cancro e, ao mesmo tempo, ajudar o ambiente recolhendo Pilhas e Baterias usadas. Apelamos ao público em geral que se associe à Ecopilhas colocando as suas pilhas e baterias usadas nos pilhões», referiu Eurico Cordeiro, Director-Geral da Ecopilhas.

fonte:ambienteonline

publicado por adm às 22:59

Dezembro 05 2010

Fabricadas à base de vapor de mercúrio, elemento altamente tóxico, as lâmpadas fluorescentes queimadas são objeto de permanente preocupação por parte das autoridades ambientais. Estima-se que mais de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes sejam consumidas anualmente no Brasil. A maior parte ainda é descartada em lixões, aterros sanitários ou em terrenos baldios, sem qualquer tipo de tratamento, contaminando solo, vegetação e água com metais pesados, como mercúrio e chumbo.

Mas graças ao uso do papa-lâmpadas, possível por meio da parceria entre as empresas Escolha Ecológica Engenharia Ltda., da cidade de Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro, com a Naturalis Brasil, de São Paulo, esse cenário pode mudar. A máquina tritura e separa os resíduos tóxicos, tornando mais barato, eficiente e descomplicado o processo de descarte e descontaminação dessas lâmpadas. O processo foi desenvolvido com recursos do programa Apoio à Inovação Tecnológica, da FAPERJ.

Se por um lado as lâmpadas fluorescentes são um grande potencial poluidor, por outro, em caso de reciclagem, delas tudo se pode aproveitar. O mercúrio pode ser reempregado como matéria-prima para a indústria farmacêutica ou para a produção de termômetros. O vidro, uma vez triturado, é inteiramente reaproveitado como material para revestimento de pisos cerâmicos ou para indústria vidraceira.

Ao licenciar a tecnologia da empresa americana Air Cycle Corporation, os sócios Thiago Santos Alves de Oliveira e Bruno Faria de Azevedo, engenheiros ambientais, passaram a contar com a tecnologia do "papa-lâmpadas", dispositivo móvel que coleta lâmpadas fluorescentes de tubo ou de bulbo e as descontamina no próprio local. A ideia dos dois engenheiros surgiu ainda nos tempos de faculdade de engenharia ambiental.

- O descarte de lâmpadas fluorescentes e a liberação de seus resíduos tóxicos, principalmente o mercúrio era algo que nos preocupava. Resolvemos então usar um equipamento que simplificava o processo e barateava o custo - diz Bruno Azevedo.

Concebido para uso em larga escala, no Brasil, o equipamento foi adaptado para o uso sem restrições pelo tipo nem pelo número de lâmpadas. Tambor metálico de 200 litros, o equipamento tem capacidade para armazenar até 850 lâmpadas e um sistema de filtragem triplo: um filtro para o pó fosfórico, outro para as partículas de vidro e um terceiro para retenção de gases tóxicos. Na primeira etapa, as lâmpadas são trituradas no interior do tambor. Em seguida, o primeiro filtro captura o pó de fósforo e as micropartículas de vidro.

O segundo filtro retém substâncias, como mercúrio, bário, cádmio, zinco e micropartículas alumínio, entre outros. Ali, o filtro de carvão ativado fica impregnado pelos vapores de mercúrio, que é passado para uma embalagem especial, hermeticamente fechada. Passados dois anos, o vapor de mercúrio é convertido à forma líquida para ser utilizado em indústrias farmacêuticas. Da coleta à separação e descontaminação dos elementos, tudo é feito pela empresa fluminense. De lá, os resíduos são enviados para a Naturalis Brasil, que tem licenças ambientais e já possui uma destilaria para o processamento do mercúrio. Ali, ficam estocados para novo uso industrial.

O equipamento é portátil e sua operação segue todos os requisitos de segurança. Os operadores usam equipamentos de proteção, como máscaras, óculos protetores, luvas e botas, especialmente para evitar qualquer contato com o vapor de mercúrio. Uma das vantagens do sistema é que ele não tem limite mínimo de lâmpadas: como o tubo da máquina é removível, ela pode processar apenas uma lâmpada, e ainda armazenar, em cada um de seus tambores, entre 850 e 1.000 lâmpadas, dependendo do tamanho.

Entre os clientes que contrataram os serviços de descontaminação da Escolha Ecológica, estão empresas de grande porte, como Volkswagen, Peugeot e Votorantim, todas empresas do sul fluminense, além de prefeituras e órgãos públicos.

- Estimamos que a Escolha Ecológica já descontaminou mais de 150 mil unidades de lâmpadas fluorescentes. Nosso próximo passo é a obtenção de todas as licenças ambientais, de modo a eliminar a necessidade do envio dos resíduos gerados no processo para São Paulo - fala Bruno.

Para quem não sabe, uma simples lâmpada fluorescente possui cerca de 40 elementos químicos, com diferentes graus de toxicidade. Entre eles, estão presentes resíduos de mercúrio e chumbo que excedem os limites toleráveis pelo organismo humano. Como exemplo, sabe-se que, em caso de vazamento, o mercúrio contido em apenas uma delas é o suficiente para poluir cerca de 20 mil litros de água. Esta água, se ingerida, pode causar doenças como anemia, paralisia e câncer, afetando também fígado, rins e pulmões.

Segundo o engenheiro, uma das vantagens da empresa é prestar o serviço no local, à vista de todos, independentemente da quantidade, tamanho e diâmetro da lâmpada.

- Outra vantagem é a redução de custos. As empresas que operam no mesmo ramo, coletam a lâmpada inteira, transportando, assim, um resíduo perigoso, e trabalham com roteiros de coleta, fazendo com que as empresas tenham, elas próprias, que manipular e acondicionar adequadamente as lâmpadas. Além disto, cobram fretes e preços diferenciados por tamanho de lâmpada, pois precisam de espaço nos caminhões que transportam a lâmpada inteira - compara Bruno.

- Nossa empresa desenvolve um trabalho socioambiental importante, também orientando a população, especialmente os estudantes das escolas públicas, sobre os procedimentos adequados de eliminação de produtos contendo resíduos tóxicos, e alertando sobre os perigos do descarte inadequado de lâmpadas fluorescentes.

Em palestras e em demonstrações em escolas públicas, associações de moradores e eventos, Bruno Azevedo e Thiago de Oliveira explicam o funcionamento do papa-lâmpadas.

- Acreditamos que a importância de nosso trabalho é imensa, pois tentamos convencer empresas, prefeituras e a população em geral a dar o destino correto para resíduos que, de outra forma, vão para os lixões, contaminando o meio ambiente e fazendo mal à saúde - afirma Bruno Azevedo.

fonte:abn

publicado por adm às 16:43

Dezembro 05 2010

Mato Grosso do Sul aumentou em 15% o número de embalagens vazias recolhidas nos últimos dez meses. Do total de 27 mil toneladas recolhidas em todo o Brasil, MS recolheu 8% durante 2010. Agora, as centrais de recebimento de embalagens vazias querem melhorar o trabalho realizado no Estado.

Com uma reunião na última sexta-feira (3) em Campo Grande, eles estabeleceram metas para 2011, como o aumento no índice de material para reciclagem. Participaram os representantes das oito centrais de recolhimento de Mato Grosso do Sul, que fizeram um balanço do trabalho no Estado.

Produtor Rural consciente

Só em 2010 foram mais de 1,9 mil toneladas de embalagens que vieram para as centrais de recolhimento. Na central em Campo Grande, o trabalho não para. "São 120 toneladas de material por ano. Mas nem sempre foi assim", conta o encarregado Edson Gomes. Segundo ele, foram necessárias muitas campanhas de conscientização para que o produtor rural desse destino certo às embalagens.

O que antes era jogado no meio ambiente agora é reaproveitado. Depois de recicladas, as embalagens se transformam, por exemplo, em madeira plástica, duto de fiação e corda de pet.

fonte:midiamax

publicado por adm às 12:52

Dezembro 04 2010

Negligência na hora de descartar drogas compromete o meio ambiente e a saúde.

O descarte de medicamentos de maneira incorreta causa grande impacto ambiental na medida em que as substâncias medicamentosas entram em contato com as redes de esgoto da cidade. Além de contaminar a água e o solo, favorece riscos à saúde. A reciclagem ou o extravio correto das drogas, dentro do prazo de validade ou vencidos, recai à população e deve estar no consciente do consumidor.

Segundo a farmacêutica da Farma Call, Fernanda Azeredo, o problema é comum e acontece ao jogar remédios no lixo doméstico ou na rede de esgoto, "Alguém pode encontrar o produto e consumi-lo, causando intoxicação tanto em humanos como em animais", explica. Quando lançados na água, ocorre a contaminação, atingindo diretamente a biodiversidade.

"Infelizmente, esse problema recai ao consumidor, que deve estar consciente das consequências do descarte inadequado de medicamentos, a fim de evitar poluições", ressalta Paulo Kugnharski, diretor da Farma Call.

O destino de drogas inutilizadas são aterros credenciados e de acordo com as regulamentações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa. Por esse motivo, Fernanda aconselha que quando uma pessoa encontra um medicamento fora do prazo da validade, ela deve manter o produto intacto. "Deve-se deixar o medicamento na sua embalagem original e levá-lo ao ponto de coleta mais próximo", agrega a profissional.

Em Porto Alegre/RS, medicamentos vencidos e dentro do prazo de validade podem ser encaminhados à UFRGS, na Rua Ramiro Barcelos, 2.500. "Os vencidos são destinados aos aterros sanitários e os remédios que estão ainda em condições de uso são doados.", completa a farmacêutica.

fonte:revistafator

publicado por adm às 19:46

Dezembro 01 2010

Para salvar a reputação do maior ícone de sua marca, a rede de cafeterias Starbucks lança um plano para reciclar 100% de seus copos nos Estados Unidos até 2015

Dez entre dez empresas ambicionam criar ícones que tornem sua marca imediatamente reconhecível a distância. É o caso da estrela de três pontas dos carros da Mercedes ou a estampa com a sigla LV nas bolsas da marca de luxo Louis Vuitton. No caso da americana Starbucks, nada pode ser mais inconfundível do que seus copos descartáveis com o logotipo redondo no centro. Mas nos últimos tempos o ícone da maior rede de cafeterias do planeta se tornou seu maior vilão. Para uma empresa cujo lema é “Help us to help the planet” (“Nos ajudem a ajudar o planeta”), a pressão para reduzir o impacto ambiental de mais de 3 bilhões de copos de papel vendidos todos os anos era inevitável. Era a reputação da Starbucks que estava em jogo. E quem surgiu para tentar salvá-la foi Howard Schultz, o fundador, em pessoa. Em outubro de 2008, numa reunião anual da empresa, em Nova Orleans, Schultz conclamou os 10 000 funcionários a cumprir uma meta radical: reciclar todos os copos vendidos pela rede nos Estados Unidos até 2012. A plateia — que incluía o astro do rock Bono Vox, do U2, presente para anunciar a participação da Starbucks numa campanha global de combate à Aids — aplaudiu de pé.

O discurso era nobre. Os funcionários estavam empenhados. Mas a meta era mais difícil de ser alcançada do que Schultz supunha. Hoje, apenas 5% das 8 832 lojas da Starbucks nos Estados Unidos têm um sistema de coleta e reciclagem de embalagens. Em sua meta original, os executivos da empresa não levaram em conta alguns fatores que emperraram o avanço do projeto. Quase 80% dos copos são descartados quando os consumidores já saíram das lojas, dificultando a coleta. Com a ajuda do consultor americano Peter Senge, do MIT, a Starbucks percebeu que havia caído numa armadilha que ela mesma criara: achou que bastava estampar a palavra “reciclável” nos copos para que os consumidores não os jogassem no lixo comum. Para garantir a reciclagem seria preciso adotar uma estratégia bem mais complexa — pensar em todos os envolvidos no processo, desde os consumidores até as empresas que reaproveitam o material para fabricar outros produtos. Recentemente, os executivos da Starbucks passaram a falar em uma nova data final para atingir o objetivo da reciclagem total: 2015. “A tarefa se mostrou mais complicada do que pensávamos”, diz Jim Hanna, diretor de impactos ambientais da empresa. “Sem a participação de todos os envolvidos na cadeia produtiva dos copinhos, inclusive dos clientes, seria muito difícil atingir nossa meta.”

Aliados

A Starbucks ensaiou os primeiros passos para se aproximar desses novos aliados no ano passado. Em março de 2009, a rede realizou a primeira edição do Cup Summit, um simpósio para debater aspectos ligados à reciclagem, com o modesto quórum de 30 participantes. Em abril deste ano, uma nova edição do evento atraiu 100 representantes de empresas, de fabricantes de papel a redes de fast food, como McDonald’s. Da aproximação surgiram acordos como um projeto piloto entre a Starbucks e a fabricante de papel Georgia Pacific, que passou a usar parte dos copos descartados nas lojas de Chicago como matériaprima para a produção de guardanapos. Outra frente da Starbucks é conquistar a ajuda dos clientes — e fazer com que levem seus próprios copos reutilizáveis para as lojas. Para isso, em junho, iniciou uma campanha batizada de Karma Cup, que dá bebidas grátis a alguns consumidores que chegam às lojas com as próprias canecas. “Com esse tipo de iniciativa, estamos acelerando o ritmo”, diz Hanna.

As medidas, no entanto, não impedem que os ativistas queiram mais. Em março, a ONG ambientalista As You Sow, sediada em São Francisco, convenceu alguns acionistas da Starbucks a exigir que a companhia estendesse a meta dos copinhos para as garrafas de água mineral que vende sob a marca Ethos (produzida e distribuída pela Pepsico). Por enquanto, a companhia conseguiu resistir. Mas para a Starbucks ficou claro que outro vilão já pode estar à espreita.

fonte:exame

 

publicado por adm às 22:26

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