Reciclagem

Outubro 31 2010

Mato Grosso dá os primeiros passos no avanço à coleta seletiva de resíduos sólidos e já se destaca na reciclagem de embalagens de agrotóxicos 

A lei da Conservação da Massa, aquela que diz que na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma, conhecida também como lei de Lavoisier, é posta em prática pelo empresário Adilson Valera Ruiz, proprietário da Plastibrás Indústria e Comércio Ltda. Com plena convicção de que nada se perde e tudo pode ser transformado, o empresário enxergou "no lixo" um novo negócio. Adilson Ruiz trabalha com reciclagem de embalagens vazias de agrotóxicos, sendo que 90% do proceso é realizado em Cuiabá, Mato Grosso. 

Segundo dados do Instituto Nacional de Embalagens Vazias (Inpev), o Estado de Mato Grosso lidera o recolhimento e destinação de embalagens vazias de agrotóxicos em todo o Brasil. O Estado é responsável por 21% do processamento do material no País. O Inpev informa ainda que toda embalagem vazia deverá ter um destino que não agrida o meio-ambiente, conforme a lei nº. 9.974 de 06/06/2000 e decreto nº. 4.064 de 08/01/2002, disciplinando assim a destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos e determina as responsabilidades para o agricultor, revendedor, fabricante e para o poder público. 

“A nossa empresa desempenha um papel importante de apoio aos produtores rurais da região, pois o Estado de Mato Grosso tem uma indústria que processa as embalagens utilizadas”, disse o empresário Adilson Ruiz, ressaltando que a fábrica tem como missão transformar os resíduos plásticos em novos materiais com excelência de qualidade, contribuindo para a otimização dos recursos, das pessoas e do meio ambiente, atuando de acordo com os valores éticos sócio-ambientais. 

Além disso, a indústria emprega cerca de 1.000 empregos seja por meio de contratação direta e indireta. “Hoje, todo mundo é remunerado pelo trabalho prestado com os resíduos plásticos”, afirmou o empresário, destacando que a sociedade ganha com esse processo de reciclagem, pois gera emprego e renda para a população. “É um ganha ganha”, disse ele, afirmando que esse trabalho também alavanca a economia do País, além de contribuir para a preservação do meio ambiente. 

“Quando se fala em meio ambiente tem que se falar também no lado econômico do processo, caso contrário as ruas estariam cheia da latinhas”, comentou Adilson, referindo-se ao fato das pessoas catarem e venderem as latinhas, outro negócio que gera lucro e ajuda na preservação do meio ambiente. O empresário ainda ressalta que é um erro utilizar o termo lixo, ele explica que na reciclagem o correto é matéria-prima. 

Em pleno século 21, a reciclagem é o termo usado para designar o reaproveitamento de materiais que normalmente seriam descartados. Muitos materiais podem ser reciclados e exemplos disso são o papel, o vidro, o metal e o plástico. Para tanto, com o objetivo de preservar o meio ambiente e ainda gerar renda para a população, o Governo do Estado por meio da Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs), lançou em 2006, o projeto Vale Luz, que possibilita aos cidadãos trocarem latinhas de alumínio e garrafas plásticas por bônus a serem descontados na fatura de energia elétrica. 

“Vamos tirar a matéria-prima das ruas e dos rios e dar o destino correto para eles”, afirmou a coordenadora do projeto do Vale Luz, Núbia Patrícia de Oliveira. A coordenadora do Vale Luz ressaltou a importância da participação da sociedade neste projeto. “É fundamental que o cidadão participe e se você tem produto em casa como garrafa pet ou qualquer outra embalagem plástica, como por exemplo, de detergente, água sanitária, junte-os e leve aos postos de coleta e receba um ticket com o valor do bônus”, explicou. 

Em quatro anos, o Vale Luz virou referência nacional e arrecadou 1.660 quilos de garrafas plásticas e 785 kg de latas de alumínio, totalizando uma arrecadação de aproximadamente 2.500 kg de "matéria-prima". Para efetuar a troca de embalagens, basta o cidadão se dirigir aos supermercados Modelo da Avenida Miguel Sutil, Coxipó e CPA 3 em Cuiabá, e loja do Aeroporto e da Ponte Nova em Várzea Grande, no horário das 8h às 18h. A pesagem é feita na hora e a pessoa recebe o ticket com o valor do bônus que será abatido na fatura da conta de luz.

fonte:olhardireto

publicado por adm às 00:03

Outubro 28 2010

O Brasil atingiu o maior nível de reciclagem de latas da história, chegando a 98% do consumo do ano passado. Atrás do País, ficou o Japão, com 93,4%, e a Argentina, com 92%. O Brasil lidera o ranking há nove anos. 
Os números fazem parte do índice de reciclagem de latas de alumínio, divulgado hoje pela Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas).

fonte:embalagemmarca

publicado por adm às 20:24

Outubro 27 2010

A terceira fase da campanha nacional de informação ambiental da Tetra Pak, “Sim, é no Amarelo”, vai chegar este Natal a mais de 200 mil alunos, depois de uma parceria deste projecto com o programa Eco-Escolas, da ABAE (Associação Bandeira Azul da Europa).

O “Sim, este ano o Natal é Amarelo” visa sensibilizar os mais jovens para a temática da reciclabilidade das embalagens de cartão para alimentos líquidos e para qual o contentor do ecoponto correcto para a sua deposição. Estão inscritos neste concurso, como já dissemos, 200 mil alunos, que representarão 390 escolas.

O concurso vai desafiar as escolas a desenvolverem uma árvore de Natal – predominantemente amarela – feita a partir de embalagens Tetra Pak. Terá também que existir uma mensagem ambiental associada à árvore.

As seis escolas premiadas irão receber equipamento para melhorar o perfil ambiental da escola, de acordo com as suas necessidades.

“Ao longo do último ano temos vindo a formalizar novas parcerias para o “Sim, é no Amarelo”. Com o apoio do programa Eco-Escolas passamos a contar com um parceiro fundamental que leva a nossa mensagem a um dos públicos mais importantes: o jovem”, explicou a directora de comunicação da Tetra Pak, Vera Norte.

Desde Setembro de 2009 a Tetra Pak já levou a campanha “Sim, é no Amarelo” a quinze municípios portugueses, a vários espaços comerciais e de exposição, tendo impactado mais de três milhões de pessoas de Norte a Sul do país.

Pode seguir todas as novidades da Tetra Pak no Protege o que é Bom. Confira também o site da iniciativa “Sim, é no Amarelo”.

fonte:greensavers

publicado por adm às 22:19

Outubro 24 2010

Nos tempos livres, Ana Gonçalves aproveitava os ensinamentos adquiridos no festival Boom para fazer objectos com produtos aos quais ninguém ia dar uso. Um cinzeiro aqui, candeeiros ali, e resolveu rentabilizar o passatempo. Nasceu em Campo de Ourique, Lisboa, a loja Ecoholic que traz para Portugal um conceito que não estava muito desenvolvido no nosso país: a venda de objectos feitos com lixo e outros, ainda, que ajudem a poupar em casa. Loja onde ainda partilham conhecimentos em workshops de reciclagem.

"O objectivo da loja é vender produtos reciclados e ecológicos. Também aproveitar e, com criatividade, tornar objectos que já não têm uso noutros úteis. Já existe lixo a mais", diz ao DN Ana Gonçalves, que deixou a produção de espectáculos para se dedicar à reciclagem junto com a amiga Isabel Bernardo. A ideia surgiu depois de uma visita a Nova Iorque, nos Estados Unidos, onde conheceu este conceito. A diferença era a escala: "A loja de lá era do tamanho de um hipermercado, com as prateleiras cheias de objectos reciclados", diz.

Nas lojas com este conceito existem dois tipos de produtos: aqueles que foram feitos reaproveitando resíduos - como um estojo feito com sobras de pneus - e aqueles que promovem a reciclagem lá em casa - como sacos para colocar no autoclismo para poupar água.

Quem "achou piada" foi a vizinhança da Ecoholic e pela loja podem encontrar- -se produtos feitos com lixo dos habitantes da zona. Como uma estante construída com caixas de vinho e forrada com páginas tiradas de revistas antigas. "As pessoas que passavam na loja achavam os produtos giros e começaram a trazer as suas coisas para reciclar. Todos os dias chega algo de alguém", conta Ana Gonçalves.

Aliás, este pode ser a primeira vantagem deste tipo de lojas: ajudam as pessoas a tomar consciência de que o lixo pode ser mais do que apenas resíduos. "A isto chama-se eficácia percebida. Quando as pessoas tomam consciência da importância dos seus gestos para o ambiente. Quando existe este tipo de lojas, os portugueses tendem a aderir ao conceito de forma a dar um contributo para uma causa que acham correcta", explica Carolina Afonso, especialista em marketing ambiental. "A consciência ambiental está na ordem do dia", acrescenta.

Nas lojas como a Ecoholic podem encontrar-se desde amassadores de latas e garrafas - que prensam estes materiais de forma a facilitar o seu transporte - até limas feitas com pernas da boneca Barbie ou jarros transformados em candeeiros solares. A maioria vem de fora, principalmente da Inglaterra e Alemanha, pois em Portugal não há fabrico em série destes produtos. Apesar de tudo ainda há objectos portugueses, como os porta-moedas feitos com cassetes que são produto de uma artesã do Porto.

Esta loja tem apenas duas semanas, mas Ana Gonçalves já tem planeado o próximo passo: dar workshops de reciclagem. "Vamos dar aulas com técnicas de Do It Yourself [Faça você mesmo], como ensinar a fazer sabonetes, pasta de papel, fechos para comida, transformar t-shirts em sacos de compras e tudo o que a imaginação permitir", desvenda a proprietária.

fonte:dn.sapo

publicado por adm às 17:22

Outubro 21 2010

Nas escolas do primeiro ciclo da Roménia, os estudantes aprendem a reciclar papel e levam a lição muito a sério. Já sabem que esta é a melhor maneira de salvarmos as nossas florestas. Mas a reciclagem do papel ajuda também na poupança de energia, água e protege o ambiente.

Em Bucareste, como na maioria das cidades europeias, há entidades que fazem a recolha do papel usado. Elas têm um papel importante na sociedade.

Mihai Ciurevici, economista romeno, trabalha nesta área na Roménia e explica: “tentamos ensinar os nossos colaboradores mas também as crianças nas escolas onde recolhemos papel. Precisamos que elas aprendam que se nos derem o papel já seleccionado é mais fácil reciclá-lo”.

O papel é levado para um centro, em Bucareste, onde é descontaminado, ou seja, é separado aquele que tem tinta, agrafos, clips ou elásticos. Na triagem é dividido por tipologia de material.

Depois deste processo parte para fábricas de reciclagem como a de Adjud, uma das maiores do país.

No processo de reciclagem é preciso ter em consideração que o papel não é todo igual.

“A quantidade de papel recolhido não é a mesma em todos os países europeus e nem em regiões diferentes. E mesmo o próprio papel recolhido não é o mesmo e depende do local na Europa onde foi feita a recolha, depende da cultura do país e está relacionado directamente com o quanto os cidadãos respeitam o ambiente”, afirma Cristian Banarie, engenheiro mecânico nesta unidade.

A Áustria é um paradigma na reciclagem dentro da União Europeia. Em Linz, cientistas e engenheiros construíram uma máquina para potenciar o processo de triagem.

O «Sort it» é um projecto da União Europeia para separar o papel do plástico mas também o cartão do papel.

Jean-Ives Escabasse, é o coordenador deste programa. “O cartão, as caixas de papelão, que usamos para fazer caixas de cartão reciclado têm características que tornam este material inútil para fazer papel de jornal. Mas é o melhor para fazer cartão canelado. Dito de outra maneira, as fibras usadas para fazer um jornal, fibras que encontramos no papel impresso usado, são brancas, curtas e têm minerais. Por isso são perfeitas para fazer papel de jornal mas é inútil para fazer cartão. O cartão feito com papel de jornal não é suficientemente forte”, explica Escabasse.

O papel errado, utilizado de forma errada impede a indústria de melhorar a sua produtividade e de reduzir o custo económico da reciclagem. Dois pontos-chave que tornam o papel reciclado mais atractivo para os mercados que papel novo feito a partir de madeira.

Por isso, uma triagem eficaz do papel é fundamental. O «Sort it» faz isso mesmo.

Daniel Sandu, engenheiro eléctrico, explica: “a tecnologia de detecção que nós usamos aqui é a 
espectroscopia de infravermelhos. Quando o papel é iluminado por uma lâmpada de halogéneo, todos os materiais orgânicos começam a vibrar e, de acordo com a sua composição, transmitem uma impressão digital espectral. É algo típico que cada material tem de acordo com a forma como foi produzido e com a sua composição. Isto permite-nos fazer a diferenciação entre os materiais não impressos e impressos. Tivemos um desafio adicional que foi desenvolver um sistema de sensores que tornasse este processo básico, que é usado em laboratório, tão rápido que permitisse triar toneladas e toneladas de papel, por hora, com uma grande precisão”.

A máquina está a ser afinada e, de acordo com os seus criadores, será completamente automática quando estiver terminada.

Para Jean-Ives Escabasse, “o futuro é criar fábricas como esta, de âmbito local, de acordo com as necessidades, ou seja, quantidade de papel a reciclar e a transportar. Deveriam ser instaladas próximo das fábricas de reciclagem. Onde as pessoas que reciclam o papel estão”.

A meta é melhorar a recuperação de papel usado e aumentar a taxa de recolha em toda a Europa porque o «Sort it» pode ser adaptado às especificidades de cada região. As vantagens para o ambiente são inúmeras.

Tatjana Karpenja, engenheira ambiental não tem dúvidas: “quando se faz papel a partir de fibras virgens é preciso cozê-las para que fiquem brancas antes de serem processadas. Mas quando falamos sobre usar papel reciclado velho saltamos certos processos e fazendo-o, economizamos energia, recursos, substâncias químicas e água”.

Na fábrica romena de reciclagem este projecto da União Europeia é visto com bons olhos.

Em Adjud, o sucesso do processo de reciclagem depende, em grande parte, da forma como é feita a selecção do papel recuperado.

Para Cristian Banarie “os resultados futuros deste programa são muito importantes porque podem ajudar-nos a reciclar a partir de um papel melhor triado. Isso leva-nos a reduzir o consumo de energia e água, ajuda-nos a proteger o ambiente e dá-nos um produto final de melhor qualidade”.

Este rolo é o produto final, o papel reciclado que depois será usado para fazer, por exemplo, caixas de cartão.

O ciclo da reciclagem está fechado. O cartão pode voltar para o mercado a metade do preço daquele que é fabricado com fibras novas.

Jean-Ives Escabasse afirma: “há 50 anos vivemos numa sociedade de consumo. Devemos garantir que este período de tempo, que vai da Segunda Guerra Mundial até aos nossos dias e no qual desperdiçámos os nossos recursos, não se prolongue na vida da Humanidade. Reciclar é a única forma de garantir um desenvolvimento económico sustentável”.

E de poupar o ambiente. Para produzir uma tonelada de papel virgem são necessárias mais de 20 árvores. A produção de papel reciclado consome menos cerca de 50% de energia e a poluição do ar é reduzida em, aproximadamente, 95%.

fonte:pt.euronews

publicado por adm às 22:00

Outubro 18 2010

É separando plásticos, metais, papel, vidro, dos restos de comida, frutas, verduras e todo o material que forma o lixo orgânico que Eloaine de Mello, 26 anos, ajuda o marido, pequeno agricultor, a sustentar a casa e três filhos pequenos. Ela integra a equipe de 62 trabalhadores da Cooperativa de Recicladores de Resíduos Orgânicos e Inorgânicos (Coopercicla) de Santa Cecília do Sul (RS), um pequeno município a 300 quilômetros de Porto Alegre, próximo a Passo Fundo.

A cooperativa processa os resíduos de oito municípios da região, fazendo também o recolhimento e a coleta seletiva em três deles (Tapejara, Charrua e Ibiaçá), inclusive na área rural e numa reserva indígena, mediante contratos com as prefeituras. Com a reciclagem e a compostagem a Coopercicla reaproveita 88% de todo o resíduo que chega à triagem, 350 toneladas mensais, um índice considerado excelente pelos especialistas. O rejeito, o que não pode ser aproveitado, é encaminhado para um aterro sanitário próprio, ao lado da sede.

A partir de 2012, a intenção da Coopercicla é só trabalhar com municípios que façam a coleta seletiva, adianta o coordenador geral, Osmar Vidal. “Fazemos palestras nas escolas, no comércio e para a terceira idade sobre como é trabalhar com o lixo, os ganhos para o meio ambiente e a sociedade que nós temos com a reciclagem”. 

Vidal é um dos fundadores da cooperativa, que começou sua história em 1991, como um movimento de resistência de um grupo de pequenos agricultores ao êxodo rural. Sem disposição de tomar o caminho da periferia das grandes cidades, como acontece na maioria das vezes, eles fundaram uma associação para tentar se manter no campo.

Com o tempo, passaram a prestar serviço a algumas prefeituras. Tapejara manifestou interesse na reciclagem e então formaram a Coopercicla, em 2002. Para começarem, a prefeitura cedeu a área, o Governo do Estado repassou R$ 94 mil para instalações e equipamentos e a Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho colaborou com R$ 13 mil. Assessorias técnicas em todas as áreas (cooperativismo, contábil, ambiental, saúde e jurídica) ajudaram a organizar e aprimorar os serviços da cooperativa.

Material eletrônico

Além dos resíduos comuns, eles também fazem a coleta de material eletrônico e perigoso, num Ecoponto em Tapejara, onde recolhem televisores, computadores, lâmpadas fluorescentes e outros materiais, que são negociados com 27 empresas de descontaminação e reciclagem do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. 

“Já enfrentamos muitas dificuldades, mas somos bem unidos, bem organizados”, conta o ex-agricultor Jandir Bogoni, 38 anos, que integra a cooperativa desde que ela foi criada, em 2002, fazendo de tudo, na carregadeira, na compostagem, na triagem, no desmonte de equipamentos para aproveitamento do alumínio, ferro e cobre. Segundo ele, dá para viver bem com o que ganha e não trocaria a Coopercicla por outro trabalho.

Com um vencimento mensal de cerca de R$ 700,00 líquidos, os trabalhadores, com a escolaridade média de primeiro grau incompleto, recebem vantagens que dificilmente teriam em alguma empresa das redondezas: transporte e almoço gratuitos, vale alimentação, fundo de férias, gratificação natalina, gratificação por tempo de serviço, adicional de produção, seguro de vida, convênio de saúde, entre outros benefícios. 

A organização e a eficiência da Coopercicla, com um alto grau de inclusão social dos cooperativados, tem chamado a atenção dos especialistas no assunto. Ela foi a principal atração, por exemplo, no seminário sobre resíduos sólidos realizado pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a Universidade de Rio Grande (Furg), em agosto, naquela cidade da Metade Sul. “Queremos chegar a 100% de reaproveitamento dos resíduos coletados”, afirmou Vidal, em sua palestra.

Consultor do MMA

O engenheiro e consultor do Ministério do Meio Ambiente (MMA) para resíduos sólidos, Dan Moche Schneider, ficou bastante impressionado. Disse que, em geral, as cooperativas de catadores do país enfrentam muitos problemas, especialmente na relação com as prefeituras para quem prestam serviços. Existem ainda as “Coopergatos”, que são as cooperativas de fachada para exploração de mão-de-obra barata. 

“Pelo que vejo a Coopercicla conseguiu avançar de forma surpreendente em todas as questões que dizem respeito ao seu gerenciamento, a ponto de prestar serviços a outros municípios, temos muito que aprender com ela”, disse Schneider. Segundo ele, hoje há muitas fontes de recursos disponíveis para as cooperativas de catadores na Funasa, Ministério das Cidades, MMA, BNDES e Caixa Econômica Federal.

O coordenador regional da Funasa no Rio Grande do Sul, Gustavo de Mello, visitou a Coopercicla e confirmou tudo que se diz sobre ela: “O Rio Grande do Sul deve ter orgulho do trabalho que vocês fazem aqui, vocês são um exemplo para o nosso Estado”, disse Mello aos trabalhadores reunidos no galpão de triagem. Também Ministério do Trabalho e Ministério Público já fizeram vistorias e aprovaram o que viram, com muitos elogios.

Com verbas da Funasa e do BNDES que já foram aprovadas, a cooperativa planeja comprar equipamentos, oferecer melhores instalações aos trabalhadores e dobrar sua produção. Assim será possível oferecer mais trabalho e renda a pessoas como Eloaine, a mãe dos gêmeos Renan e Luan, 6 anos, e de Alexandre, de 2 anos. “Adoro esse trabalho, tenho orgulho de estar aqui porque vejo como é importante, vai ser muito difícil trocar por outro emprego”, diz a catadora, numa pausa na esteira de triagem, onde os resíduos ainda chegam misturados. 

Em pouco tempo, ela desenvolveu um olhar crítico sobre o desperdício que vê todos os dias passar à sua frente. “Aqui a gente aprende que tudo tem valor, falo isso para meus filhos, para minha família, chamo a atenção de quem joga plástico na rua... seria bom que todos se conscientizassem, haveria muito mais coisas para serem aproveitadas”.

Fonte:ecoagencia

 

publicado por adm às 22:30

Outubro 16 2010

Havan recicla quase cinco mil lâmpadas em menos de dois anos

 

A rede Havan foi novamente certificada pela D & N Meio Ambiente, de Camboriú (SC), pelos serviços de descaracterização e descontaminação de lâmpadas consumidas nas lojas. Nesta nova etapa, a empresa promoveu o destino correto para mais 874 lâmpadas, arrecadas nas filiais de Santa Catarina, resultando em 500 quilos de vidro triturado.

Somadas ao total reciclado desde o início da campanha, a Havan já destinou corretamente 4873 lâmpadas. A rede de lojas iniciou a reciclagem em maio de 2009, antecipando-se a Lei de Resíduos Sólidos, que entrou em vigor no dia 2 de agosto de 2010.

A reciclagem é feita em Brusque, pela Bulbox Triturador e Descontaminador de Lâmpadas Fluorescentes, empresa contratada pela Havan. Segundo Andréa Cristiane Biergeier, do departamento de vendas da Bulbox, a Havan é a única rede de lojas cadastrada na empresa.

Ela conta que apenas 2% das 100 milhões de lâmpadas fluorescentes descartadas por ano no Brasil são recicladas. Em Santa Catarina, estima-se que apenas 5% das lâmpadas fluorescentes queimadas são recicladas. No Estado, existem apenas duas empresas certificadas para trabalhar com este tipo de reciclagem.

Risco à saúde - Por conter mercúrio e fósforo, as lâmpadas não devem ser jogadas no lixo comum. A quantidade de mercúrio em uma lâmpada fluorescente comum, por exemplo, polui cerca de 20 mil litros de água. Através da ingestão direta dessa água contaminada ou de alimentos irrigados com ela, as substâncias tóxicas chegam ao organismo humano, que não consegue metabolizá-las. Portanto, os metais se acumulam no organismo, o que pode gerar doenças.

Conforme Arno Jorge Eberle, responsável pela campanha, o objetivo da Havan é preservar o meio ambiente, evitando a contaminação do ar, água e solo. No ano passado, 2760 lâmpadas fluorescentes ganharam o destino correto na Havan, através do sistema Bulbox. Neste ano já são 2113 lâmpadas recicladas.

A campanha é mais uma ação de responsabilidade social e ambiental da Havan, promovendo a sustentabilidade. As lojas da rede no Paraná também já estão separando as lâmpadas para serem recicladas.

Sistema Bulbox - A Bulbox conta com sistema de descarte adequado das lâmpadas fluorescentes queimadas, que armazena com segurança todos os componentes, separando-os e possibilitando a reutilização dos resíduos.

O sistema é portátil e executa o trabalho no próprio local de armazenagem das lâmpadas. Funciona à vácuo, evita riscos de contaminação do ar por gases nocivos e garante segurança na operação, devolvendo à atmosfera apenas o ar descontaminado.

O vidro separado é enviado para a empresa Reciclagem de Vidros Catarina.

fonte:revistafator

publicado por adm às 22:58

Outubro 15 2010

Mais de 287 mil carros velhos foram reciclados desde 2005

 

Um carro velho pode renascer como torradeira e um pára-brisas pode ser um serviço de chá, desde que passem pelos centros de abate, onde mais de 287 mil automóveis já foram reciclados desde 2005.

Cumprindo uma directiva europeia sobre veículos em fim de vida, as 420 mil toneladas de resíduos provenientes destes automóveis, considerados resíduos perigosos, foram sujeitas a reciclagem e os ácidos, óleos, chumbo e outros poluentes foram recolhidos, uma realidade que os ambientalistas aplaudem, sem deixar de apontar falhas no sistema.

Em seis anos, mudou a lei, que passou a impor que os centros de desmontagem e reciclagem tenham licença e contrato com a Valorcar, uma entidade privada cujo capital é maioritariamente detido pela Associação Automóvel de Portugal.

Ricardo Furtado, director da Valorcar, lembrou também que o Estado "simplificou o processo de licenciamento" e introduziu o Imposto Único Automóvel, penalizando os proprietários que não cancelem a matrícula, que têm que continuar a pagar.

Além disso, os proprietários que entreguem os veículos com mais de dez anos a centros autorizados têm direito a descontos na compra do carro novo.

Mas nem todos os carros passam pelo sistema, alerta Pedro Carteiro, da organização ambientalista Quercus.

"O Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres continua a deixar cancelar matrículas sem o certificado de destruição que só um centro licenciado pode passar", afirmou, acrescentando que "não há garantias de que o automóvel seja devidamente desmantelado".

A melhorar, "buracos" na lei como o que permite que um automóvel "topo de gama acidentado" possa ter a matrícula cancelada sem garantia de que seja abatido, o que potencia "o negócio" de quem se dedica a pôr esses veículos novamente a circular, referiu.

Ricardo Furtado salienta que desde 2004, quando o Estado passou a intervir, o número de estabelecimentos aumentou "de quatro para 64" licenciados e a lógica do mercado deixou de ser "só a do lucro".

"Mas há operadores ilegais no mercado, é assim que os carros desaparecem das estatísticas. A solução não será encerrar empresas, mas garantir que estas cumprem os requisitos", defendeu.

O director da Valorcar acrescentou que "as pessoas acabaram por também se adaptar a uma nova realidade e, se antes abandonavam os carros na via pública por não terem alternativa, hoje podem andar meia dúzia de quilómetros até ao centro mais próximo e deixar lá o veículo de graça, com a garantia do cancelamento da matrícula e do registo".

Ricardo Furtado referiu que "o próprio Eurostat coloca Portugal em nono lugar entre os 27 na taxa de reciclagem de veículos", indicando que, segundo a directiva, a taxa de reciclagem de cada veículo deverá subir dos actuais 85 por cento para 95 por cento em 2015.

Através da reciclagem, vidros, metais, plásticos e todos os outros materiais e componentes de um automóvel podem ser reaproveitados para a indústria automóvel ou para qualquer outro sector, de acordo com as necessidades do mercado, explicou.

fonte:autoportal

publicado por adm às 21:53

Outubro 14 2010

O porcentual de latas de alumínio recicladas nos Estados Unidos caiu de quase 70% em 1993 para 54,2% das unidades consumidas no país, índice bem inferior à média global, de 69%. O dado foi revelado por um estudo da Associação do Alumínio, entidade que reúne todas as produtoras de alumínio instaladas nos EUA, o Life Cycle Analysis (LCA) -- ou Análise de Ciclo de Vida, que quantifica o impacto ambiental de um produto durante toda a sua vida útil, da exploração da matéria prima e produção até a eliminação ou reciclagem.

No Brasil, maior reciclador de alumínio do mundo, 91,5% das latas retornam ao mercado. A meta defendida pela Associação do Alumínio é chegar a 75% de reciclagem em 2015, segundo o seu vice-presidente de Comunicações, Steve Gardner, que esteve neste mês em São Paulo para apresentar o LCA em um evento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas). Apesar do recuo no reaproveitamento de latinhas, o LCA mostrou que as empresas reduziram em 30% seu consumo de energia e em 44% a pegada de carbono, porque as latas hoje usam 15% a menos de alumínio. Gardner falou ao Planeta sobre o mercado de reciclagem de alumínio nos EUA.

A reciclagem de embalagens de alumínio no Brasil tem sido organizada sob uma lógica centralizada, que culmina com uma recém-aprovada Política Nacional de Resíduos Sólidos pelo Governo Federal. Como é o modelo americano?

Definitivamente, não é centralizado. Como a reciclagem de resíduos sólidos é guiada essencialmente pelo capital e pela iniciativa privada, cada Estado determina ou não as políticas de regulamentação da reciclagem, assim como a sua prioridade. Não há uma taxa nacional, e sim taxas locais. Enquanto alguns possuem um sistema moderno de reciclagem de latinhas, como a Califórnia, outros optam por priorizar áreas como a educação ou a infra-estrutura. É uma escolha que depende dos valores locais.

 

Como funciona a coleta de embalagens de alumínio nos EUA?

Nos 11 Estados em que há coleta organizada, um pacote com seis latas é vendido a uma média de US$ 0,30 pelas associações de coletores às empresas de reciclagem. As latas são separadas por máquinas, recicladas por companhias de folhas de alumínio e retornam ao mercado em até 60 dias. No resto dos EUA, a maioria das latas ainda é jogada fora, ou vendida informalmente e a preços muito pequenos às empresas de reciclagem. Cada lata não-reciclada representa o mesmo desperdício de energia que teríamos se derramássemos metade do seu volume em gasolina.

 

Quem demanda uma pesquisa como a LCA?

É uma demanda que parte tanto dos nossos parceiros como dos consumidores. Havia 17 anos desde o último LCA, e o mercado de reciclagem estava trabalhando com dados muito desatualizados. Em 2007, empresas como o Walmart começaram a requisitar um novo LCA para poder trabalhar com parâmetros que reduzissem mais efetivamente suas pegadas de carbono. A reivindicação também partiu de associações como a Agência de Proteção Ambiental dos EUA. O estudo começou a ser realizado em 2008, financiado por três empresas de folhas de alumínios parceiras (Alcoa, ARCO e Novelis) e conduzido pela PE America, braço da PE International, líder em consultoria corporativa relacionada à sustentabilidade.

 

Quais são seus resultados efetivos?

Os dados coletados, que demonstram índices de uso energético e emissão de carbono das principais companhias recicladoras de alumínio, destacam as empresas mais sustentáveis no mercado. O Walmart, por exemplo, passou a dar vantagem corporativa às que passaram a reciclar mais e reduziram suas pegadas de carbono.

fonte:estadao

publicado por adm às 23:01

Outubro 14 2010

 

Destino sustentável: as embalagens de chocolates da Nestlé serão reutilizadas para a fabricação de bolsas, mochilas, estojos, entre outros produtos.

 

A unidade de Chocolates da Nestlé anunciou parceria com a TerraCycle, líder global na coleta e reuso de resíduos pós-consumo difíceis de reciclar, para um programa de coleta que permitirá a transformação de milhares de embalagens de chocolates descartadas em produtos que substituam parte da matéria-prima virgem em sua fabricação.

 

A ação incentiva a coleta de embalagens de chocolates no pós-consumo, independente do tamanho e da marca. O objetivo é dar um destino sustentável a esses materiais, permitindo que eles sejam reaproveitados como insumo para a fabricação de novos produtos, como bolsas, sacolas, mochilas e estojos, a serem comercializados pela TerraCycle no próprio site da empresa e em lojas da rede Wal-Mart.

"Essa parceria reforça o compromisso da Nestlé com a sustentabilidade e o meio ambiente. Esperamos que os consumidores abracem essa iniciativa conosco e tenham participação ativa na coleta de embalagens de chocolate, que serão reutilizadas para a produção de artigos diferenciados", diz Izael Sinem Junior, diretor de Comunicação e Serviços de Marketing da Nestlé Brasil.

Os resíduos que não puderem ser aproveitados serão derretidos para a fabricação de produtos de plástico injetado, como baldes e pallets, a serem utilizados na própria linha de produção dos Chocolates Nestlé em Caçapava (SP). Displays de exposição, assim como outros materiais de comunicação no ponto de venda, também serão elaborados a partir desses materiais, colaborando para o fechamento do ciclo de reuso dos resíduos plásticos.

As embalagens recolhidas também vão gerar receita para instituições sociais. Para participar do programa, os interessados devem se cadastrar na Brigada Nestlé Chocolover, e preencher os dados da entidade que receberá a doação ou escolher uma entre as já cadastradas.

Depois, basta passar a enviar para a TerraCycle, gratuitamente, as embalagens recolhidas (mínimo de 100 por remessa). Cada 0,8 gramas valem R$ 0,02, que serão pagos diretamente a organização sem fins lucrativos escolhida. Consumidores maiores de 18 anos podem montar um time de coleta - chamado de Brigada - para recolher embalagens em seu bairro, no prédio onde moram, escolas, associações de bairro, etc.

fonte:portalexame

publicado por adm às 23:00

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