Reciclagem

Novembro 02 2014

As Nações Unidas advertem para o impacto ecológico negativo de milhões de telemóveis, máquinas digitais, computadores, 'tablets' e demais artigos electrónicos que, anualmente, acabam no lixo comum.

A maioria dos aparelhos electrónicos, que têm uma vida cada vez mais curta, estão carregados de metais pesados e são muito prejudiciais para a saúde

De acordo com a ONU, se no ano 2000 foram produzidas cerca de dez milhões de toneladas de desperdícios electrónicos, esse número ascende agora aos 500 milhões [de toneladas de desperdícios], o equivalente a oito vezes o peso da pirâmide egípcia de Gizé.

Este número significa que cada habitante do planeta gera uma média de sete quilogramas de lixo tecnológico e os cálculos efectuados pelas Nações Unidas prevêem que nos próximos três anos esses resíduos aumentem em um terço.

A produção de lixo 'per capita' varia segundo a riqueza e a consciência ambiental de cada país: entre os 63 quilogramas [de lixo] gerados por um habitante do Qatar, passando pelos quase 30 quilogramas de um norte-americano, 23 quilogramas de um alemão, 18 quilogramas de um espanhol, nove de um mexicano, sete de um brasileiro ou 620 gramas de um habitante do Mali.

A ONU adverte que a maioria dos aparelhos electrónicos, que têm uma vida cada vez mais curta, estão carregados de metais pesados e são muito prejudiciais para a saúde.

O gabinete das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI), com sede em Viena, estima que em 2016 os países em desenvolvimento irão produzir mais lixo electrónico do que os países industrializados.

Segundo estimativas da Agência Europeia do Meio Ambiente, pelo menos 25 mil toneladas de desperdício electrónico saem por ano, e de forma ilegal, da União Europeia como bens em segunda mão, embora se trate de produtos inutilizados.

fonte:Lusa/SOL

publicado por adm às 17:03

Agosto 10 2014

Oito pontos percentuais fazem a diferença. Leiria está acima da média nacional (68%) de lares onde é feita a separação de resíduos. Cerca de 76,3% dos lares contactados pela Sociedade Ponto Verde, entre 1 e 4 de julho, confirmaram fazer reciclagem.

No total, a Sociedade Ponto Verde visitou 32.721 lares no concelho de Leiria, com contacto efetivo em 6.687 lares, com o objetivo de sensibilizar os habitantes para adotar comportamentos de separação de resíduos. Destes apenas 23,7% disse não ter em conta tal comportamento amigo do ambiente.

Os dados foram revelados pelo diretor do Departamento de Gestão de Resíduos da Sociedade Ponto Verde, João Letras, satisfeito com o comportamento dos leirienses. No decorrer da visita da “Missão Reciclar”, disse, foram ainda distribuídos 6.204 ecobags (três sacos das cores dos ecopontos para separação seletiva) e corrigidos alguns erros no ato da separação.

Sobre os principais motivos para a não separação doméstica do lixo produzido, os leirienses abordados pela Sociedade Ponto Verde apontaram a falta de recipientes próprios para o efeito (27%), o trabalho que a separação exige (20%) e a existência de um ecoponto distante (17%) como principais causas.

Ricardo santos, vereador da Câmara de Leiria, entende que “o resultado é muito positivo e deve ser valorizado”, acrescentando que a autarquia pretende “continuar a trabalhar e não ficar de braços cruzados”.

A Missão Reciclar também percorreu o concelho de Ourém, onde os resultados em 1.590 lares revelaram que 65,6% dos inquiridos fazem reciclagem de embalagens usadas. Foram entregues 1.554 ecobags.

 fonte:http://www.regiaodeleiria.pt/b

publicado por adm às 16:12
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Junho 24 2014

A Agência Portuguesa do Ambiente, a Chronopost Portugal e a Quercus assinalam na quarta-feira (dia 25), pelas 10:00 horas, em Santa Iria da Azóia, o arranque da Campanha de Recolha de CD/DVD usados «Vamos Gravar Esta Ideia!».

Serão prestadas informações sobre o funcionamento da campanha, nomeadamente em relação aos locais onde vai ser possível entregar os CD/DVD para reciclar.

A recolha de CD/DVD usados para reciclagem é um desejo de longa data da Quercus. Vai passar a ser uma realidade devido à colaboração da Chronopost Portugal, a nível operacional, na recolha destes resíduos, cuja produção é dispersa e feita em pequenas quantidades em Portugal.

Em termos legais e institucionais, conta com o apoio da Agência Portuguesa do Ambiente. Para o efeito, foi publicada uma portaria específica (Portaria n.º 75/2014, de 21 de Março), que enquadra a recolha deste fluxo de resíduo urbano, até ao momento sem solução de recolha e tratamento.

fonte:http://diariodigital.sapo.pt/

publicado por adm às 12:37

Abril 28 2014

Os CD’s e DVD’s antigos vão poder ser colocados em recipientes próprios, em mais de 400 lojas em todo o país, para serem encaminhados para reciclagem, e os seus materiais aproveitados, anunciou hoje a Quercus.

"Vai ser assinado um protocolo com várias entidades para permitir a recolha no sector doméstico, ou seja, no sector urbano, [respeitante] aos resíduos produzidos nas casas de CD’s e DVD’s usados", que já não são necessários e para os quais a reciclagem "é o melhor destino", disse à agência Lusa Pedro Carteiro, da associação de defesa do ambiente.

O protocolo vai ser assinado na terça-feira e envolve, além da Quercus, a Secretaria de Estado do Ambiente, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Amb3E, Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), Ecopilhas, EGF, EGSRA, ERP Portugal e Sociedade Ponto Verde (SPV).

"Fica garantido que vai ser implementada uma recolha capilar, que na primeira fase vai cobrir Portugal continental através da empresa que se ofereceu para fazer a parte mais difícil e mais cara que é a recolha de pequenas quantidades de resíduos", explicou Pedro Carteiro.

A Chronopost, especializada em transporte postal, através da sua rede Pick Me!, presente em diversas lojas, de lavandarias a papelarias, tem mais de 400 pontos distribuídos pelo país onde vão estar pequenos recipientes nos quais os consumidores podem colocar os seus DVD’s ou CD’s velhos.

A Secretaria de Estado do Ambiente contribuiu com o necessário enquadramento legal para esta recolha, que permite o alargamento desta rede de a outras entidades, como os estabelecimentos da grande distribuição, nomeadamente os hipermercados, que pretendam aderir à campanha chamada de "Vamos gravar essa ideia".

Em termos ambientais, o técnico da Quercus realçou que esta rede é "altamente sustentável" pois a Chronopost já faz diariamente as viagens para entregar encomendas por todo o país, e agora passa a transportar mais umas caixas com os CD's e DVD's sem uso.

Este resíduo vai ter um armazenamento temporário nas instalações da Chronopost, devidamente licenciado, depois será enviado para um operador, para o processamento final, e encaminhado para reciclagem.

A Quercus alerta que só deve ser entregue o CD pois a caixa, de cartão ou de plástico, já pode ser colocada nos ecopontos destinados às embalagens.

Os CD’s e DVD’s são fabricados de policarbonato (polímero termoplástico), "um material altamente valorizado e 100% reciclável", tendo uma camada de alumínio e outra de verniz.

O material obtido da reciclagem é usado nas lentes dos óculos e nas óticas dos automóveis, especificou Pedro Carteiro.

A condição da Chronopost para montar a rede de recolha daquele resíduo é que as receitas geradas com a venda dos CD’s e DVD’s.

fonte:Lusa/SOL

publicado por adm às 22:40

Fevereiro 13 2014

A Braval-Valorização e Tratamento de Resíduos Sólidos enviou em 2013 sete mil toneladas de vidro para reciclagem, mais três por cento relativamente ao ano de 2012.
Pedro Machado, director-geral executivo mostra-se muito satisfeito com os números atingidos, revelando que estes são dados “extremamente profícuos, de grande alento”, acrescentando que apesar da conjuntura económica a Braval conseguiu fomentar junto da população o espírito de sensibilização e protecção ambiental.

O director-geral executivo da Braval refere ainda que apesar de não ter sido atingido o valores recorde obtido em 2011, em que foram enviados para a reciclagem mais de 7500 toneladas de vidro, a Braval está no bom caminho para obter esses números e até mesmo ultrapassá-los, trilhando o caminho que leva a empresa a atingir as directivas comunitárias para 2020.
“Temos noção que já fizemos muito em pouco tempo, mas queremos fazer mais”, diz Pedro Machado.

Segundo dados da Sociedade Ponto Verde, a Braval é o sistema de Portugal que mais vidro per capita enviou para reciclagem, se for excluída a ALGAR, que abrange o Algarve, devido à grande flutuação de população, especialmente no período de Verão, e que desvirtua estes dados.
A Braval congratula-se pelo contributo da população dos seis municípios que abrange, reconhecendo o esforço que a mesma tem vindo a desenvolver em matéria ambiental, particularmente no que diz respeito à reciclagem.

 

fonte:http://www.correiodominho.com/

publicado por adm às 21:07

Janeiro 07 2014

Uma empresa de Canoas (RS), cidade da região metropolitana de Porto Alegre, resolveu investir em um negócio que está beneficiando geradores de resíduos da construção civil, a economia e o meio ambiente: a reciclagem de gesso. Atualmente, a Sebanella recebe cerca de 1.000 toneladas do material por mês e o reutiliza, por exemplo, como fertilizante na agricultura.

 

A idéia surgiu da preocupação com os impactos causados pelo descarte incorreto dos resíduos na natureza. "A constante expansão da construção civil traz muitos benefícios para a economia, mas ao mesmo tempo pode impactar negativamente em outras áreas, como o meio ambiente", destaca Sebastian Pereira, sócio-diretor da empresa. "Este crescimento na construção civil vem gerando mais resíduos e os mesmos estão sendo descartados de forma incorreta, já que os aterros cobram um valor elevado, dando margem ao descarte em aterros clandestinos".

 

Desde 2011, o gesso passou a ser considerado um material reciclável, assim como plásticos, papéis, metais e vidros, por exemplo. Para ser reaproveitado, contudo, os resíduos de gesso devem ser armazenados separadamente. Assim, chega-se a reciclar 100% do material, que possui inúmeras empregabilidades – além da reutilização na construção civil, pode ser aplicado controladamente na agricultura para a correção de solos, como aditivo para compostagem, absorvente de óleos, controle de odores e secagem de lodos em estações de tratamento de esgoto.

 

A reciclagem do gesso evita os impactos negativos que este resíduo causa quando descartado inadequadamente na natureza. Sua disposição inadequada ou em aterros sanitários comuns pode provocar a dissolução dos componentes e torná-lo inflamável. Esses impactos, no entanto, podem ser evitados encaminhando o gesso para a reciclagem. As empresas que adotam este procedimento, além de contribuírem para a preservação do meio ambiente, ainda gastam aproximadamente sete vezes menos do que gastariam com o descarte em aterros privados.

 

fonte:http://noticias.terra.com.br/

publicado por adm às 23:04

Dezembro 02 2013

Legislação determina obrigações de governo, agricultores, revendedoras e fabricantes no processo. Tratamento correto do material descartado evita a contaminação do ar, do solo e da água.

O Brasil é líder mundial na reciclagem de embalagens de agrotóxicos. Grande parte delas se transforma em recipientes para substâncias químicas ou em produtos que não têm contato contínuo com pessoas. Apesar do sucesso, em algumas regiões o programa ainda é deficiente e há dificuldades de lidar com os descartes dos defensivos agrícolas ilegais.

Em 2012, foram recolhidas no país 94% das embalagens descartadas. A distância para o segundo colocado no ranking mundial, a Alemanha (76%), exemplifica o sucesso do programa. Em terceiro lugar aparece o Canadá (73%), seguido por França (66%) e Japão (50%). Para especialistas, a parceria entre agricultores, governo federal e empresas é responsável pelo resultado positivo brasileiro.

Desde 2000, o país estabeleceu políticas públicas para o recolhimento desses recipientes. A primeira medida foi a criação de uma legislação que determinou o papel de cada um dos envolvidos – desde o agricultor até o fabricante, passando pelos distribuidores.

"Essa obrigatoriedade aliada à criação de uma instituição própria das empresas para organizar e implementar essa logística fez com que o sistema de recolhimento e reciclagem tivesse pleno êxito no Brasil", afirma Luís Eduardo Rangel, coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Para Renata Nishio, coordenadora de projetos do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev), entidade criada pelos fabricantes de agrotóxicos para gerir esse processo, a criação de uma legislação foi fundamental. "Não é somente um acordo entre as partes, mas uma responsabilidade legal de seguir as atividades que essa lei indica para cada um deles", reforça.

Diferença regional

A taxa de recolhimento varia conforme a região. "Os modelos de devolução funcionam melhor em áreas de índice de desenvolvimento humano maior e onde há maior qualidade e tecnologia da agricultura", conta Rangel.

Segundo o coordenador geral da Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), Marcos Rochinski, em alguns locais os agricultores não recebem orientação adequada sobre o que fazer com essas embalagens e como armazená-las. Além disso, a falta de fiscalização e a venda ilegal de agrotóxicos também contribuem para que muitas embalagens não recebam a destinação correta.

"Como não há uma fiscalização mais contundente, nem todas as empresas orientam o agricultor onde levar esse produto. E, além do problema legal, há ainda a ilegalidade. Infelizmente aqui no Brasil há muitos agrotóxicos vendidos sem receituário agronômico e importado clandestinamente", reforça Rochinski.

Para o agricultor, se a coleta desses resíduos fosse realizada pelos próprios municípios, boa parte desse problema seria resolvido. Rangel também argumenta que a fiscalização contribui para universalizar a devolução. "A fiscalização agropecuária ou ambiental associada a coibir a pratica de desvio de embalagens também pode aumentar o índice de devolução", diz.

Impactos ambientais

Essa liderança também é importante para reduzir os impactos ambientais causados pela destinação incorretas dos recipientes. Antes da adoção do programa, muitas deles eram queimados, enterrados ou reutilizados para armazenar outros produtos.

Segundo Robson Barizon, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), quando queimadas o risco de contaminação atmosférica é grande, devido à volatilização de produtos petroquímicos e moléculas de agrotóxicos. Enterradas podem contaminar o solo, além de lençóis freáticos e rios.

"O descarte incorreto das embalagens pode trazer riscos tanto para os agricultores, que estão em contato direto com as embalagens, quanto para a população em geral, que pode ser exposta pela contaminação atmosférica e dos corpos d´água", reforça Barizon, especialista em dinâmica de pesticidas no ambiente.

Mais de 15 produtos diferentes

O processo que leva à reciclagem é simples. Ao comprar defensores agrícolas, o agricultor recebe na nota fiscal a orientação sobre a unidade de recebimento onde as embalagens devem ser entregues. Geralmente o prazo de devolução é um ano ou seis meses após a data de vencimento do produto.

No caso de produtos que devem ser diluídos para a aplicação, o agricultor deve lavar as embalagens três vezes com água limpa. Em casos de defensores que não podem ser diluídos, as embalagens não serão lavadas. Depois de vazios, os recipientes devem ser devolvidos nas unidades de recebimento.

Essas centrais são gerenciadas pelas revendas. Nesse local, as embalagens são separadas, por exemplo, por tipo de plástico. As informações são repassadas para um sistema de computação gerenciado pelo Inpev, que recolhe os recipientes e os direciona para empresas licenciadas para reciclagem ou incineração.

"A grande maioria, ou seja, 92% delas, segue para a reciclagem e os 8% restantes que são as não lavadas seguem para incineração, feita de forma controlada e em postos licenciados", afirma Nishio. Mais de 15 produtos diferentes são produzidos a partir do material reciclado, como embalagens para outras substâncias químicas ou caixas de descarga e elétrica.

fonte:http://noticias.terra.com.br

publicado por adm às 20:45
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Novembro 18 2013

 As escolas públicas do estado começaram a adotar, a partir de hoje (18), as medidas de reciclagem e de sustentabilidade ambiental previstas no Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais (Prove). A iniciativa estimula a reciclagem do óleo de cozinha para o uso como matéria-prima na produção de sabão e de fontes de energia alternativas, como o biodiesel. O lançamento ocorreu no Colégio Estadual Brigadeiro Schorcth, no bairro da Taquara, zona oeste da cidade.


Ao todo, dez escolas participarão da primeira fase do projeto. Cada uma delas receberá uma unidade ambiental para recolhimento do óleo, chamadas de ecoponto. Nesses locais, os cidadãos poderão entregar o óleo já foi utilizado, além de tirar dúvidas sobre reciclagem e produção de fontes alternativas de energia.

No Colégio Brigadeiro Schorcth, a reciclagem de óleo proporcionou a três professores uma viagem pela América do Sul. A jornada foi a bordo de um carro Mercedes-Benz 58, movido a óleo de cozinha reciclado por alunos da instituição de ensino.

Os profissionais de educação percorreram 22.720 quilômetros, deste total, 8 mil quilômetros foram abastecidos com o combustível alternativo criado pelos estudantes. Durante 37 dias, os docentes visitaram 29 cidades do Uruguai, da Argentina e do Chile. O objetivo principal foi coletar dados para serem trabalhados com os alunos, abordando os temas nas diversas disciplinas a partir do material produzido pela expedição.

Segundo a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), atualmente a maior parte do óleo vegetal é despejada em ralos, comprometendo as tubulações dos edifícios e das redes de tratamento de esgoto. Nas regiões onde não há rede coletora, o óleo vai diretamente para os rios e lagoas, aumentando significativamente a poluição e a degradação ambiental. Essa prática causa prejuízos à população, às concessionárias de saneamento e aos governos.

Criado em 2008 pela SEA, em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o Prove têm como principal objetivo reduzir o impacto ao meio ambiente provocado pelo despejo de óleo. Atualmente, para entregar o óleo já usado, a pessoa deve procurar os ecopontos instalados em postos de combustível ou nas cooperativas de reciclagem de lixo.

 

fonte:http://exame.abril.com.br/


publicado por adm às 22:37

Outubro 17 2013

A Quercus discorda da proposta do Ministério do Ambiente de colocar metas de reciclagem diferentes para os vários sistemas de resíduos urbanos do país, considerando-a injusta.

“Temos a informação confirmada pelo secretário de Estado do Ambiente de que há intenção do Governo de colocar metas de reciclagem diferentes para diferentes sistemas de [gestão de] resíduos urbanos do país”, disse à Lusa Rui Berkemeier, da associação ambientalista.

“É uma injustiça a nível nacional [porque] os sistemas do litoral sempre receberam mais dinheiro e tiveram incentivos muito fortes ao nível da venda de energia produzida através da incineração, pagos pelos consumidores de eletricidade do resto do país, e sempre reciclaram pouco e agora vai lhes ser facilitada a vida e não vão ter de reciclar muito”, salientou.

A proposta para o Plano Estratégico dos Resíduos Sólidos Urbanos (PERSU) III, que estabelece metas até 2020, é apresentada aos agentes do sector nesta quinta-feira à tarde pelo ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva.

Para os sistemas que já têm soluções de reciclagem, nomeadamente tratamento mecânico e biológico que permite reciclar muitos resíduos a partir do lixo indiferenciado, “essas metas apontam em alguns casos para valores de 80% de reciclagem e são muitas vezes sistemas rurais, onde a reciclagem é mais complicada”, segundo Rui Berkemeier.

Por outro lado, “os sistemas do litoral, como de Lisboa [Valorsul] e Porto [Lipor], têm metas muito mais baixas, da ordem dos 35% de reciclagem", inferior à meta comunitária estabelecida para Portugal, que é de 50%. Esta situação "não é aceitável para a Quercus”.

Para os ambientalistas, “devia ser nestas zonas de Lisboa e Porto que deveria haver um forte investimento em reciclagem”, mas “pelos vistos, não é isso que se pretende fazer”.

A Quercus aponta soluções alternativas que passam pela instalação nos sistemas de Lisboa e Porto de processos de triagem de resíduos e reciclagem a montante do incinerador. Esta opção, realçou Rui Berkemeier, “permitiria reciclar muito mais resíduos e aproveitar a capacidade existente na Valorsul e na Lipor para tratar os resíduos que sobravam das unidades de tratamento mecânico e biológico existentes à volta destes sistemas”.

“Teríamos mais reciclagem e menor investimento e aproveitamento mais completo das infraestruturas existentes no país”, resumiu o responsável da Quercus.

A associação chama ainda a atenção para o cálculo de produção de embalagens, considerando que “actualmente está errado” porque este tipo de resíduo que surge nos aterros, nos incineradores e nas estações de tratamento mecânico “é muito mais do que aquilo que é declarado pelas indústrias”.

 

fonte:http://www.publico.pt/

publicado por adm às 21:29
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Setembro 29 2013

As vantagens econômicas e ambientais da reciclagem de entulhos começam a chamar a atenção dos empresários da construção civil. Veja com o repórter Renato Biazzi.

Montes de entulho avançam por estradas e terrenos baldios. Metade do lixo produzido em São Paulo vem das sobras da construção civil. Há dez anos a lei obriga as construtoras a fazer o descarte em aterros. E elas pagam para isso. Se levarem para usinas de reciclagem fica 40% mais barato.

O entulho descartado pela maioria vale muito. Todo o resíduo trazido de construções e de demolições, quando chega à usina é levado pela escavadeira até o britador. Em poucos minutos, o equipamento transforma material aparentemente sem valor em produto de mercado, pronto para ser reutilizado em grandes obras.

Daqui saem pedras de vários tamanhos, como pedriscos e britas, além de areia, que serão usados para pavimentar ruas e construir calçadas.

“A gente está deixando de extrair da natureza o minério que vai fazer a brita e utilizando a brita reciclada”, explica o empresário Pierre Ziade.

Quase toda sobra de construções pode ser reaproveitada em novas obras. As usinas do estado de São Paulo têm capacidade para reciclar 800 mil toneladas por mês, mas só produzem 25% desse total. Poucos fazem essa opção, segundo o engenheiro que trouxe a tecnologia para o Brasil por causa da fartura de recursos naturais.

“Nós temos inclusive uma certa cultura do desperdício. E agora que temos a dificuldade: os capitais são muito mais caros, tudo mais caro e acordamos pra essa necessidade de reduzir esse desperdício, utilizando-se o que está disponível”, afirma Egídio Buso, fundador da empresa.

Para a base de um galpão de 30 mil metros quadrados foram usados cerca de 600 caminhões de entulho reciclado. Uma economia de 30% no custo da obra. De quebra, o uso de reciclados uniu dois rivais históricos.

“A gente recebia entulho do estádio do Palmeiras na demolição e a brita reciclada ia para a obra do estádio do Corinthians”, conta Ziade.

 

fonte:http://g1.globo.com/j

publicado por adm às 17:33

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